Não sei se é da semana de cão que ando a ter ou se ando só mais implicante, a verdade é que só me apetece apontar defeitos a este pessoal. Como também ninguém vem ler estou à vontade. Cá vai mais um...O que eu conheço dos portugueses diz-me que quando é na hora de estacionar, faz-se o mais perto possivel da porta ou do sitio onde vão. Bem me lembro na universidade, os primeiros a chegar deixavam os carros o mais em cima que conseguiam da porta. Aqui passa-se exactamente o contrário. Esta semana por dois dias me dei conta que a minha chefe chegou mais cedo. Nesses mesmos dois dias ela não estacionou o carro à esquina do edifício como de costume mas lá ao fuuuuuuuunnnnnndo! Porquê não sei! Porque estou a escrever sobre isto também não sei! Intrigou-me, pronto!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Telefonema urgente
Há dias em que me pergunto a mim mesma se não estarei a viver numa novela e não sei... Se calhar aquelas pessoas que passam por mim na rua e olham de lado têm um motivo para tal... são todas figurantes desta novela e eu sou a única que não sei de nada... mas atenção, já desconfio! Se isto for verdade e já que desconfiei pedia o favor de me avisarem, para eu dar um rumo mais certo e nao novelesco à minha vida. Obrigado desde já.Bem, voltando ao tema do post, já quase no final do meu longo dia de trabalho, estava descansada no edifício do Raman, com a Ewa e a Ala quando recebo um telefonema do nosso novo PhD (rapaz polaco) a dizer para ir já ao laboratório porque era muito importante (exactamente as palavras dele, em inglês claro). Pensei logo que tinha acontecido algo e elas também ficaram preocupadas, já que andava um senhor a cortar ferros dentro do lab com uma rebarbadora. Imaginei logo o pior, garrafas de gás e faíscas não são la grande combinação. No caminho encontro a Carla e pergunto-lhe o que se passava e ela com cara de caso diz-me que não sabe mas passa-se qualquer coisa. Subi aquelas escadas mais rápido que nunca. Chego ao laboratório pergunto o que se passa. O senhor que andava a cortar ferros estava a faze-lo para colocar as garrafas de gás num local mais próprio (dentro do laboratório à mesma, mas ok) porque a comissão de controlo de segurança vai visitar-nos amanhã. A urgência era saber qual delas é que eu usava para não a levar!!!A seguir só me apeteceu perguntar "então e em qual dos dois é que bato?". A resposta surgiu logo, mesmo sem ter feito a pergunta. O Sr-Novo-PhD queria ir para casa (eram 16h?!?!) e a urgência dele era mesmo só essa! Sustos destes não se pregam a ninguém, muito menos a mim que já corro o suficiente durante todo o dia mesmo sem "urgências"!
Espirito do desenrasca
Já por varias vezes em conversa ouvi dizer que tal pessoa tentou viver em portugal mas não se habituou ao espirito do desenrasca dos portugueses! E sempre me perguntei, mas que o que será isso? Será que se consegue medir o grau de desenrasque de uma pessoa? Com quê, um desenrascómetro? Será que eu também tenho disso?
Ok pronto, falando a sério. Claro que temos aquele jeito unico para resolver problemas, às vezes das formas mais estranhas e menos ortodoxas, mas como é que alguém se adapta ou não a isso? Faz-me uma certa confusão... Mas de facto, hoje tive uns quantos exemplos de não-desenrasque e se calhar até comecei a entender qualquer coisa acerca dessa inadaptação. Ora expliquem-me lá como é que uma certa alminha me fica a olhar para um armário durante 10 minutos, sem se mexer, só porque não está lá o que procura? Vamos lá ver, se não está lá também não vai nascersó por estar a olhar. Quando finalmente lhe perguntei o que fazia e lhe disse que se não há pode comprar-se foi o extâse total, a alegria contida.... Boa... afinal há uma solução... ufa pensava que não e que tinha que ficar aqui o resto do dia a olhar para o armário, ou quem sabe consultar um livro de magia para aprender a criar coisas...
Então deve ser isto o ser desenrascado... é pensar o suficientemente rápido para não se ficar com cara de parvo, e se o portuga é o povo que mais tem disto quer também dizer que é o povo com menos cara de parvo (só cara, porque há os parvos disfarçados, mas isso são outras conversas). Também será o povo que menos problemas tem, pois se os outros se preocupam tanto e durante tanto tempo com coisas de nada, imagino quando for sério. Se assim é esta noite vou dormir muito mais descansada e ainda mais orgulhosa de ser portuguesa! Bem diziam as senhoras do ginásio que ser português é o máximo!!!
Então deve ser isto o ser desenrascado... é pensar o suficientemente rápido para não se ficar com cara de parvo, e se o portuga é o povo que mais tem disto quer também dizer que é o povo com menos cara de parvo (só cara, porque há os parvos disfarçados, mas isso são outras conversas). Também será o povo que menos problemas tem, pois se os outros se preocupam tanto e durante tanto tempo com coisas de nada, imagino quando for sério. Se assim é esta noite vou dormir muito mais descansada e ainda mais orgulhosa de ser portuguesa! Bem diziam as senhoras do ginásio que ser português é o máximo!!!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
'Ta tudo a animar!!!
Hoje tive um dia daqueles... daqueles mesmo. Comecei às 9h da manhã e sentei-me pela primeira vez às 16h em frente ao raman. Tenho um estudante de mestrado debaixo da minha asa e tenho que o deixar bem ensinado até ir para o Brasil! O rapaz parece-me muito porreiro e, o mais importante, muito inteligente e perspicaz. Vamos lá ver o que sai dali. Ao fim do dia no meu gabinete, alguém me deu um endereço de um video com esta musica e ficou-me na cabeça o resto do dia. Mas pensando bem no assunto, quantas vezes não é a nossa visão pessimista que nos faz andar mais em baixo? Há que olhar sempre o lado brilhante da vida, porque até as situações mais duras têm um lado luminoso. Ora aí vão 3 exemplos (só de hoje):1. No supermercado levo um encontrão de uma mal encarada qualquer que com aquele tamanho todo me ia atropelando. Vantagem: sem pensar escorre-me da boca um mais ou menos sonoro "sai da frente". Ou seja, diz o que quiseres que ninguém te entende. Tendo em conta que conheço os poucos portugueses que por aqui andam seria muito azar cruzar-me com alguém que me entendesse.2. Não entendo ninguém no ginásio. Toda a gente conversa, comenta, ri e eu num canto sem entender nada. Vantagem: Assim que digo que sou portuguesa ouve-se logo um coro "Portuguesa? Altamente!!!". E olhem que já testei isto várias vezes. Portugal é mesmo muito bem visto cá fora.3. Corri o dia todo sem parar, de um lado para outro e escadas... muitas escadas... (Raman no rés do chão, gabinete Ewa 1º andar, lab no 2º e meu gabinete no 3º). Vantagem: óbvio... fitness for free! Vou ficar com um pernil, um dia destes ninguém me agarra!Em tudo podemos tirar vantagens e pronto... passei o resto do dia a assobiar. A desvantagem é que voltei aos chamados posts "sem jeito nenhum", mas azar...
domingo, 7 de outubro de 2007
Os polacos e as filas
Que os polacos são pouco simpáticos uns para os outros, já toda a gente sabe, mas há vezes em que abusam mesmo. Por cá existem filas para tudo e como não existem aqueles papelinhos com números, a ordem das pessoas é "fisica". E depois é vê-los, desde homens de mau aspecto, a pessoas com ar inocente e claro, as senhoras mais gaiteiras e tias a tentarem passar à frente. Basta olharmos para o lado 3 segundos e a pessoa à nossa frente já não é a mesma. Ontem numa sapataria estava eu atrás de duas senhoras polacas que estavam com problemas no cartão, quando estavam a pagar. Esperei 10 minutos, sozinha, não havia fila. Assim que o problema foi resolvido, e era então a minha vez, apareceram outras 2 senhoras de um lado e um senhor do outro. A elas ainda consegui dizer que era a minha vez, mas claro que enquanto falava o senhor já estava à minha frente. Falei em inglês e as senhoras não entenderam o que disse, mas perceberam logo, pois desviaram-se. Eu acho que a estratégia é do tipo "vamos tentar, se dá melhor, senão dá vamos para a fila". Hoje no supermercado estava um casal com um carrinho cheio de compras a pôr tudo no tapete. Entretanto chega uma familiar com pão que tinha sido esquecido. Então não é que a senhora que estava atrás deles não a deixou passar?! Disse que lhe queria passar à frente!!! Claro que depois a rapariga veio cá atrás buscar o pão e o efeito foi o mesmo. Acho incrível a falta de civismo que às vezes por aqui vejo. E noto que acontece mais nos mais velhos... a gerações mais jovens portam-se bem melhor nesse sentido.
domingo, 30 de setembro de 2007
Parvoices de Domingo à tarde
Hoje fiz sopa...
- Não tenho "esmagador"
- Não tenho pratos fundos
- Não tenho concha
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Lund - Suécia
Eu sei que vai uns dias atrasado, mas mais vale tarde que nunca! Vou então registar as minhas impressões sobre a pequena cidade de Lund, que visitei no ultimo fim de semana. Adorei a cidade e o povo Sueco! São mais organisados, simpáticos e afáveis. As bicicletas abundam, apesar da chuva que se faz sentir constantemente o ano inteiro (eu tive muita sorte... apanhei um sol lindo nos dois dias). Como é obvio, cidade está toda preparada para a sua circulação! Há imensos espaços verdes, que ficam girissimos com as cores de outono! Um deles é o cemitério. Esqueçam aquele ar morbido dos nossos de Portugal. Ali é apenas mais um espaço verde, bastante agradável aos 5 sentidos, onde se pode sentir paz ao visitar os que já partiram. Acho que eles têm o espirito certo neste sentido! As ruazinhas são muito engraçadas e bastante diferentes das que se encontram por aqui! Os edificios apesar de escuros sao menos grandiosos e mais bem tratados, com aquele ar jovem, o que torna a cidade bem mais bonita e luminosa. Gostei também o pormenor de todas as esplanadas terem um cobertor em cada cadeira. Assim pode saborar-se a bela da cerveja sueca (por sinal bem melhor que a polaca) sem se estar a tremer de frio. Penso que seja mais uma demonstração do povo preocupado com o bem estar que são! Resumindo... adorei!!!!!
Agora as Suecas... aquele assunto delicado que toda a gente pede opinião! No geral são giras, magrinhas (rabos é para esquecer)... mas muito mal vestidas! Não, não é inveja ou dor de cotovelo... esta opinião é partilhada também por alguns homens. Elas vestem-se tipo cebola... camadas e mais camadas de roupa umas por cima das outras! Tipo... leggins, calças e saia! Calças xadrez com camisolas às riscas... coisas assim! Da-lhe um ar diferente é certo, mas muito estranho aos nossos olhos. Ainda assim, havia por lá uma festa de gala e aí assim... estavam de fazer babar qualquer ser humano do sexo masculino e até alguns do feminino.
A seguir fica entao o reportório fotográfico!
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Carreira policial?!
Os que me conhecem sabem que me pelo por um bom crime... que me dão arrepios só de ouvir a palavra forense... conhecem-me aquele bichinho que dá ao rabo cá dentro quando se fala em cena de crime, vitimas e afins. Pois tenho-vos a dizer que iniciei hoje a minha carreira policial! Vinha de manha para o trabalho e como faço todas as manhas atravessei a rua fora da passadeira... só que desta vez com um carro da policia por perto. O carro já ia mudar de direcção e nem me passou pela cabeça que desse a volta para vir atrás de mim. Mas veio... claro que apenas proferi um fraco "nie polsku" para dar mais realismo à minha condição de estrangeira. Azar o meu, o senhor falava inglês.
Policia- Passaporte. Sabe qual foi o problema?
Eu- (com a maior cara de parva que consegui arranjar) Não!
Policia- Não pode atravessar aqui a rua. Sabia que pode pagar 50zl.
Eu- (cara de parva admirada) Oh. A sério. Desculpe ia atrasada.
Tira-me os dados e escreve-os ao fundo de uma folha vazia, provavelmente para lhe fazer uma cruz em cima a seguir, procura o carimbo da fronteira no passaporte (que não existe porque a polonia ja pertence à união europeia, mas se calhar o senhor não vê televisão) e diz-me adeus!
Este diálogo só me trouxe vantagens... não levei multa, já tenho um conhecido na polícia e vou ficar a pensar nisto como o meu inicio de carreira!!!!!
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Vamos a banhos?
Aí está uma coisa que não interessa nada a ninguém, o meu primeiro banho no ginásio! Até aqui saía de lá ainda de dia e dava continuação ao exercicio com uma bela caminhada até casa. Com o aproximar do inverno as ruas parecem-me demasiado escuras e recuso-me a vir a pé. Assim sendo, o banhito depois daquelas aulas tão intensas é absolutamente necessário (a meu ver, já que as polacas têm uma opinião bem diferente)! Não querendo dar demasiados pormenores, gostava apenas que imaginessem a minha cara de pânico quando:1- Vi que por trás da porta dos chuveiros se encontrava um buraco minusculo com 2 chuveiros la dentro (ao menos um em cada ponta)
2- Vi que a tapar os chuveiros existe meia cortina (há que ser poupadinho)
3- Vi que o cabide para se pendurar a toalha fica mesmo ao lado do chuveiro (dahhh... tipo molha-se, ou nunca ninguém deu conta?)
4- Vi que não havia sitio onde pôr o champô e afins, por isso lá se pôe no chão e se dá uso à famosa expressão apanhar o sabonete5- Pensei que não havia água quente. Mas lá tive a ideia de virar a torneira para a água fria e pronto... tive água quente... manias de por as coisas trocadas!
2- Vi que a tapar os chuveiros existe meia cortina (há que ser poupadinho)
3- Vi que o cabide para se pendurar a toalha fica mesmo ao lado do chuveiro (dahhh... tipo molha-se, ou nunca ninguém deu conta?)
4- Vi que não havia sitio onde pôr o champô e afins, por isso lá se pôe no chão e se dá uso à famosa expressão apanhar o sabonete5- Pensei que não havia água quente. Mas lá tive a ideia de virar a torneira para a água fria e pronto... tive água quente... manias de por as coisas trocadas!
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Fim de semana
Daqui a poucas horas vou estar a sair do trabalho... apanhar o meu taxi para Berlim... apanhar o meu avião para Copenhaga... apanhar o comboio para Lund (sim, na Suécia)... e finalmente a abraçar a minha biocoisa!!! Vou de fim de semana... até depois!
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