domingo, 21 de outubro de 2007

Castanhas


Adoro castanhas... assadas no forno, cozidas e claro... assadas nos tão tradicionais magustos à lareira pelo meu avô acompanhadas com a bela jeropija do meu pai. Também tenho saudades do cheirinho a castanhas assadas na praça do Giraldo quando por lá passava ao final de tarde, com um ceu pincelado de alaranjados e rosas. Tenho visto no telejornal os vendedores de castanhas a queixarem-se que este ano não se vendem pois há demasiado calor para isso. Pois... aqui à frio, à vontade só não há vendedores. à falta de melhor comprei umas poucas no supermercado e cozi em casa. Claro que o sabor está longe de ser o mesmo, mas tirando as que tinham bicho, as que tinham bolor e as que já eram do ano passado... eram boas... as 3 que comi eram boas!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Criminosos à solta III

Agora falando sério... em conversa com o meu aluno de mestrado fiquei a saber que os polacos acham a polacolandia um país perigoso! Ele disse-me que não deviamos ter o aparelho novo de TEM, que ainda está em caixas, num edificio onde entra e sai gente e onde qualquer um (que assine uma folha) pode levantar as chaves. Eu respondi que o aparelho está dividido em exactamente 11 caixas enormes, a caixa mais leve pesa 300kg, estão superembaladas e embrulhadas em milhentas camadas de papel e celofane (aquilo veio sei lá eu bem de onde) e só passam pela porta quando abertas totalmente (é tipo portão). Além de dificil de roubar, quem é que queria uma coisa destas??? E para quê? Para ter em casa a enfeitar a sala, com um napron por cima e flores a enfeitar, ou pior, as fotos da familia? Só se fosse para peças mas para isso há tanta bugiganga aí na rua tão mais facil de levar!
Para os mais incredulos vamos comparar algumas situações:
No ginásio é suposto levarmos a chave do cacifo connosco. Um dia a minha amiga esqueceu-se e deixou-a num banco à entrada. No fim da aula, uma hora depois, a chave estava exactamente no mesmo sitio, mesmo sendo um local por onde passa imensa gente. Em Portugal, o Bruno foi tomar banho e deixou o cacifo fechado mas não trancado... nos 5min que demorou roubaram-lhe o telemóvel que estava lá dentro!
O telemóvel fica acidentalmente esquecido na mesa de um bar ou discoteca... meia hora depois, ainda lá está!!!!! Ninguém lhe tocou, história verídica! Deixei o meu telemóvel uma vez no barué, dei dois passos para a rua, voltei imediatamente atrás... nada! Nunca mais o vi!
Guarda chuvas, casacos, pulseiras, tudo o que puderem imaginar, fica esquecido em qualquer local da universidade e no dia a seguir está lá... exactamente no mesmo sitio! Perdi a conta aos milhentos guarda chuvas que me foram roubados em toda a vida porque os deixava onde calhava. Deixei o casaco na casa de banho do barué (outra vez). Voltei não estava, fui ao bar não estava. 2h depois vou ao bar de novo e já estava, sem os lenços de papel que tinha no bolso, mas com papéis de publicidade e um atacador (?!).
Claro que eu pelo sim pelo não, sou cautelosa à mesma e tento não deixar nada em lado nenhum, mas se este pessoal vivesse em certos bairros portugueses acho que mudavam de opinião quanto ao seu pacato país. Na minha opinião isto acontece nem só porque Portugal tem mais criminosos, mas sim porque os polacos têm um modo diferente de ver a vida e sobretudo têm muito mais respeito pelo próximo. O que não é nosso, não nos pertence e ponto final. Uma das poucas coisas que gosto neste povo!

Criminosos à solta II

Descobri que também roubam papel higiénico! Sim... rolo e meio em menos de 1h!!!!
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Criminosos à solta

Fui roubada... dentro do meu próprio gabinete... como é que é possivel!!! Levaram-me algo muito precioso... meia garrafa de água! Perguntei a um dos meus colegas se a tinha visto. Acharam que estava a acusa-los e vieram um a um ao gabinete dizer que não tinham sido eles. Pois, só se fosse pela garrafa porque eles acham muito melhor beber sumos de litro e meio ou porcarias piores. Disseram-me que devem ter sido as senhoras da limpeza e que eu devia guardar tudo dentro do armário, porque estou na Polónia e estas coisas acontecem.
Pois, já me tinha esquecido do nivel de crime na Polónia... pois realmente em Portugal não é assim... aí teriam deixado a garrafa de água e teriam levado a calculadora grafica, a cafeteira electrica, as canetas para os filhos, impressoras, e por ai a fora...
Mas não, a Polonia é muito mais perigosa cuidado... eles cá roubam garrafas de água e post-its (há uns tempos atrás também me desapareceram e agora vejo porquê). O melhor é fazer o que me mandam e guardar tudo no armário... que não tem fechadura, mas não faz mal... longe da vista, longe da mão...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Estacionar é já ali... ao fundo!

Não sei se é da semana de cão que ando a ter ou se ando só mais implicante, a verdade é que só me apetece apontar defeitos a este pessoal. Como também ninguém vem ler estou à vontade. Cá vai mais um...
O que eu conheço dos portugueses diz-me que quando é na hora de estacionar, faz-se o mais perto possivel da porta ou do sitio onde vão. Bem me lembro na universidade, os primeiros a chegar deixavam os carros o mais em cima que conseguiam da porta. Aqui passa-se exactamente o contrário. Esta semana por dois dias me dei conta que a minha chefe chegou mais cedo. Nesses mesmos dois dias ela não estacionou o carro à esquina do edifício como de costume mas lá ao fuuuuuuuunnnnnndo! Porquê não sei! Porque estou a escrever sobre isto também não sei! Intrigou-me, pronto!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Telefonema urgente

Há dias em que me pergunto a mim mesma se não estarei a viver numa novela e não sei... Se calhar aquelas pessoas que passam por mim na rua e olham de lado têm um motivo para tal... são todas figurantes desta novela e eu sou a única que não sei de nada... mas atenção, já desconfio! Se isto for verdade e já que desconfiei pedia o favor de me avisarem, para eu dar um rumo mais certo e nao novelesco à minha vida. Obrigado desde já.
Bem, voltando ao tema do post, já quase no final do meu longo dia de trabalho, estava descansada no edifício do Raman, com a Ewa e a Ala quando recebo um telefonema do nosso novo PhD (rapaz polaco) a dizer para ir já ao laboratório porque era muito importante (exactamente as palavras dele, em inglês claro). Pensei logo que tinha acontecido algo e elas também ficaram preocupadas, já que andava um senhor a cortar ferros dentro do lab com uma rebarbadora. Imaginei logo o pior, garrafas de gás e faíscas não são la grande combinação. No caminho encontro a Carla e pergunto-lhe o que se passava e ela com cara de caso diz-me que não sabe mas passa-se qualquer coisa. Subi aquelas escadas mais rápido que nunca. Chego ao laboratório pergunto o que se passa. O senhor que andava a cortar ferros estava a faze-lo para colocar as garrafas de gás num local mais próprio (dentro do laboratório à mesma, mas ok) porque a comissão de controlo de segurança vai visitar-nos amanhã. A urgência era saber qual delas é que eu usava para não a levar!!!
A seguir só me apeteceu perguntar "então e em qual dos dois é que bato?". A resposta surgiu logo, mesmo sem ter feito a pergunta. O Sr-Novo-PhD queria ir para casa (eram 16h?!?!) e a urgência dele era mesmo só essa! Sustos destes não se pregam a ninguém, muito menos a mim que já corro o suficiente durante todo o dia mesmo sem "urgências"!

Espirito do desenrasca

Já por varias vezes em conversa ouvi dizer que tal pessoa tentou viver em portugal mas não se habituou ao espirito do desenrasca dos portugueses! E sempre me perguntei, mas que o que será isso? Será que se consegue medir o grau de desenrasque de uma pessoa? Com quê, um desenrascómetro? Será que eu também tenho disso?
Ok pronto, falando a sério. Claro que temos aquele jeito unico para resolver problemas, às vezes das formas mais estranhas e menos ortodoxas, mas como é que alguém se adapta ou não a isso? Faz-me uma certa confusão... Mas de facto, hoje tive uns quantos exemplos de não-desenrasque e se calhar até comecei a entender qualquer coisa acerca dessa inadaptação. Ora expliquem-me lá como é que uma certa alminha me fica a olhar para um armário durante 10 minutos, sem se mexer, só porque não está lá o que procura? Vamos lá ver, se não está lá também não vai nascersó por estar a olhar. Quando finalmente lhe perguntei o que fazia e lhe disse que se não há pode comprar-se foi o extâse total, a alegria contida.... Boa... afinal há uma solução... ufa pensava que não e que tinha que ficar aqui o resto do dia a olhar para o armário, ou quem sabe consultar um livro de magia para aprender a criar coisas...
Então deve ser isto o ser desenrascado... é pensar o suficientemente rápido para não se ficar com cara de parvo, e se o portuga é o povo que mais tem disto quer também dizer que é o povo com menos cara de parvo (só cara, porque há os parvos disfarçados, mas isso são outras conversas). Também será o povo que menos problemas tem, pois se os outros se preocupam tanto e durante tanto tempo com coisas de nada, imagino quando for sério.
Se assim é esta noite vou dormir muito mais descansada e ainda mais orgulhosa de ser portuguesa! Bem diziam as senhoras do ginásio que ser português é o máximo!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

'Ta tudo a animar!!!

Hoje tive um dia daqueles... daqueles mesmo. Comecei às 9h da manhã e sentei-me pela primeira vez às 16h em frente ao raman. Tenho um estudante de mestrado debaixo da minha asa e tenho que o deixar bem ensinado até ir para o Brasil! O rapaz parece-me muito porreiro e, o mais importante, muito inteligente e perspicaz. Vamos lá ver o que sai dali.
Ao fim do dia no meu gabinete, alguém me deu um endereço de um video com esta musica e ficou-me na cabeça o resto do dia. Mas pensando bem no assunto, quantas vezes não é a nossa visão pessimista que nos faz andar mais em baixo? Há que olhar sempre o lado brilhante da vida, porque até as situações mais duras têm um lado luminoso. Ora aí vão 3 exemplos (só de hoje):
1. No supermercado levo um encontrão de uma mal encarada qualquer que com aquele tamanho todo me ia atropelando. Vantagem: sem pensar escorre-me da boca um mais ou menos sonoro "sai da frente". Ou seja, diz o que quiseres que ninguém te entende. Tendo em conta que conheço os poucos portugueses que por aqui andam seria muito azar cruzar-me com alguém que me entendesse.
2. Não entendo ninguém no ginásio. Toda a gente conversa, comenta, ri e eu num canto sem entender nada. Vantagem: Assim que digo que sou portuguesa ouve-se logo um coro "Portuguesa? Altamente!!!". E olhem que já testei isto várias vezes. Portugal é mesmo muito bem visto cá fora.
3. Corri o dia todo sem parar, de um lado para outro e escadas... muitas escadas... (Raman no rés do chão, gabinete Ewa 1º andar, lab no 2º e meu gabinete no 3º). Vantagem: óbvio... fitness for free! Vou ficar com um pernil, um dia destes ninguém me agarra!
Em tudo podemos tirar vantagens e pronto... passei o resto do dia a assobiar. A desvantagem é que voltei aos chamados posts "sem jeito nenhum", mas azar...


domingo, 7 de outubro de 2007

Os polacos e as filas

Que os polacos são pouco simpáticos uns para os outros, já toda a gente sabe, mas há vezes em que abusam mesmo. Por cá existem filas para tudo e como não existem aqueles papelinhos com números, a ordem das pessoas é "fisica". E depois é vê-los, desde homens de mau aspecto, a pessoas com ar inocente e claro, as senhoras mais gaiteiras e tias a tentarem passar à frente. Basta olharmos para o lado 3 segundos e a pessoa à nossa frente já não é a mesma. Ontem numa sapataria estava eu atrás de duas senhoras polacas que estavam com problemas no cartão, quando estavam a pagar. Esperei 10 minutos, sozinha, não havia fila. Assim que o problema foi resolvido, e era então a minha vez, apareceram outras 2 senhoras de um lado e um senhor do outro. A elas ainda consegui dizer que era a minha vez, mas claro que enquanto falava o senhor já estava à minha frente. Falei em inglês e as senhoras não entenderam o que disse, mas perceberam logo, pois desviaram-se. Eu acho que a estratégia é do tipo "vamos tentar, se dá melhor, senão dá vamos para a fila". Hoje no supermercado estava um casal com um carrinho cheio de compras a pôr tudo no tapete. Entretanto chega uma familiar com pão que tinha sido esquecido. Então não é que a senhora que estava atrás deles não a deixou passar?! Disse que lhe queria passar à frente!!! Claro que depois a rapariga veio cá atrás buscar o pão e o efeito foi o mesmo.
Acho incrível a falta de civismo que às vezes por aqui vejo. E noto que acontece mais nos mais velhos... a gerações mais jovens portam-se bem melhor nesse sentido.

domingo, 30 de setembro de 2007

Parvoices de Domingo à tarde

Hoje fiz sopa...
  1. Não tenho "esmagador"
  2. Não tenho pratos fundos
  3. Não tenho concha
Então para que continuo a chamar aquela embrulhada toda de vegetais cozidos "sopa"?