
Como se vê na foto, existe uma suave ladeira. Nesse ponto, quando se pára o carro e se põe em ponto morto, o carro não desce a rua mas sobe. Eu vi com os meus prórpios olhos. Há diversas teorias, ha quem diga que é ilusão optica, há quem diga que é culpa de um certo magnetismo, pois a região é bastante rica em diferentes minérios (dái se chamar a este estado Minas Gerais). Bem, eu cá acredito mais na segunda hipótese tendo em conta que quando chove, a água corre normalmente para baixo. É uma experiência única e agradeço imenso so Senhor Marcos, pois sem ele eu não a teria tido. Tive mesmo muita sorte em conhece-lo.Quando estavamos ainda lá no cimo do mirante, conhecemos a Greta. Uma jovem jornalista que mora no Rio, que estava na cidade a cobrir um evento de moda e que decidiu ir até ali. Perguntou se era longe e claro que lhe responderam "não, é já ali". A mim avisaram-me para ter cuidado com o já ali dos mineiros, mas ela caiu e subiu tudo aquilo a pé. Acabamos por lhe dar boleia até ao centro. O senhor satisfeito com toda esta companhia sugeriu-nos uma volta pela avenida do contorno, uma avenida que contorna todo o centro da cidade, marcando-a como se fosse uma muralha. Aceitamos e lá fomos para mais uma voltinha. O homem sabia a história de tudo e mais alguma coisa e realmente foi como um guia. Descobri que BH é muito recente, pois conta apenas 100 anos! Jovem ainda! Depois de trocarmos contactos e das despedidas feitas voltei ao shopping inicial (para comer outra vez). Descobri que não era nada de especial, pois as lojas eram todas para bolsos mais recheados que os meus. Lá voltei à paragem do autocarro e à aventura que é conseguir apanhar o correcto. Desta vez havia uma paragem exactamente em frente àquela onde eu tinha descido! Esperei... meia hora depois aparece o meu. Já por causa das dúvidas pergunto ao motorista. "Vai para a pampulha.""Não, para a Pampulha tem que apanhar um que diga Dom Cabral" (eles têm autocarros com o mesmo numero, mas com trajectos diferentes)."Ah. E este vai por onde? (esperando que passasse lá perto)""Esta vai para o Bairro Dom Cabral"Bem, não sei o senhor estava gozar comigo, mas acho que não. Se calhar o que dizia Dom Cabral, não passava lá nesse bairro, sabe-se lá, no Brasil tudo é possivel!
Como tinha um monte de gente atrás a querer entrar nao fiz mais perguntas e saí. perguntei então a uma rapariga, que mostrou bem o que é a tão famosa hospitalidade mineira e me levou à rua certa, à paragem certa onde o meu deveria passar. Por via das duvidas aconselhou-me a perguntar outra vez. Mais meia hora à espera, aparece e pergunto de novo ao motorista. "Não, não vou para a pampulha, mas vou para lá perto". Perguntei o nome da minha rua. "sim, passo aí". Xiça... mas a minha rua fica na Pampulha... será que eles consideram a pampulha as casinhas em volta da lagoa? Bem, mais uma vez já de noite lá consegui chegar a casa. Com uma dor de pernas daquelas, mas uma sensação de um dia em cheio. As fotos não são minhas, porque ainda não arranjei maneira de descarregar a maquina, já que o meu pc não deixa, sabe-se lá porquê!!!


