segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Belo Horizonte - Mapa


Segundo o senhor do shopping, a projecção da Cidade de Belo Horizonte foi feita baseada na de Filadelfia. Eles precisavam de um projecto rapidamente e contrataram um arquitecto americano, o mesmo que projectou esta cidade dos States. Pois muito bem, daí a cidade ser toda certinha, aos quadradinhos com ruazinhas paralelas e perpendiculares sempre. A melhor forma de nos orientarmos nela é: tomar uma grande avenida como referência e depois todas as ruas paralelas (perpendiculares) a essa avenida são os estados do Brasil e todas as perpendiculares (paralelas) são nomes de tribos indígenas ou de personalidades da cidade. Assim, sabemos sempre em que sentido estamos a andar! Fácil não? Vamos lá ver da próxima vez que for ao centro.

Belo Horizonte - Mirante de Mangabeiras

Mangabeiras é um pequeno bairro bem próximo do centro da cidade. A sua localização é numa encosta, pelo que no ponto mais alto fica um miradouro (mirante, em português do Brasil), de onde se vê a cidade toda de Belo Horizonte. A vista é de cortar a respiração! Há os tipicos vendedores de águas de coco e pipocas e é ali a olhar a cidade sob o calor, de coco gelado na mão, que sentimos mais que nunca que realmente estamos no Brasil. Neste bairro situa-se também a praça do Papa, de onde igualmente se tem uma vista global da cidade. Consta que há uns anos o Papa João Paulo II veio ali, na altura um descampado, celebrar uma missa e quando olhou a cidade disse "Mas que belo horizonte". Em sua homenagem fizeram então a praça do Papa. Próxima da praça está então a famosa rua professor Octavio Magalhães mais conhecida como a rua do Amendoim. Nesta rua existe uma curiosidade.
Como se vê na foto, existe uma suave ladeira. Nesse ponto, quando se pára o carro e se põe em ponto morto, o carro não desce a rua mas sobe. Eu vi com os meus prórpios olhos. Há diversas teorias, ha quem diga que é ilusão optica, há quem diga que é culpa de um certo magnetismo, pois a região é bastante rica em diferentes minérios (dái se chamar a este estado Minas Gerais). Bem, eu cá acredito mais na segunda hipótese tendo em conta que quando chove, a água corre normalmente para baixo. É uma experiência única e agradeço imenso so Senhor Marcos, pois sem ele eu não a teria tido. Tive mesmo muita sorte em conhece-lo.
Quando estavamos ainda lá no cimo do mirante, conhecemos a Greta. Uma jovem jornalista que mora no Rio, que estava na cidade a cobrir um evento de moda e que decidiu ir até ali. Perguntou se era longe e claro que lhe responderam "não, é já ali". A mim avisaram-me para ter cuidado com o já ali dos mineiros, mas ela caiu e subiu tudo aquilo a pé. Acabamos por lhe dar boleia até ao centro. O senhor satisfeito com toda esta companhia sugeriu-nos uma volta pela avenida do contorno, uma avenida que contorna todo o centro da cidade, marcando-a como se fosse uma muralha. Aceitamos e lá fomos para mais uma voltinha. O homem sabia a história de tudo e mais alguma coisa e realmente foi como um guia. Descobri que BH é muito recente, pois conta apenas 100 anos! Jovem ainda!

Depois de trocarmos contactos e das despedidas feitas voltei ao shopping inicial (para comer outra vez). Descobri que não era nada de especial, pois as lojas eram todas para bolsos mais recheados que os meus. Lá voltei à paragem do autocarro e à aventura que é conseguir apanhar o correcto. Desta vez havia uma paragem exactamente em frente àquela onde eu tinha descido! Esperei... meia hora depois aparece o meu. Já por causa das dúvidas pergunto ao motorista.
"Vai para a pampulha."
"Não, para a Pampulha tem que apanhar um que diga Dom Cabral" (eles têm autocarros com o mesmo numero, mas com trajectos diferentes).
"Ah. E este vai por onde? (esperando que passasse lá perto)"
"Esta vai para o Bairro Dom Cabral"
Bem, não sei o senhor estava gozar comigo, mas acho que não. Se calhar o que dizia Dom Cabral, não passava lá nesse bairro, sabe-se lá, no Brasil tudo é possivel!

Como tinha um monte de gente atrás a querer entrar nao fiz mais perguntas e saí. perguntei então a uma rapariga, que mostrou bem o que é a tão famosa hospitalidade mineira e me levou à rua certa, à paragem certa onde o meu deveria passar. Por via das duvidas aconselhou-me a perguntar outra vez. Mais meia hora à espera, aparece e pergunto de novo ao motorista. "Não, não vou para a pampulha, mas vou para lá perto". Perguntei o nome da minha rua. "sim, passo aí". Xiça... mas a minha rua fica na Pampulha... será que eles consideram a pampulha as casinhas em volta da lagoa?
Bem, mais uma vez já de noite lá consegui chegar a casa. Com uma dor de pernas daquelas, mas uma sensação de um dia em cheio.
As fotos não são minhas, porque ainda não arranjei maneira de descarregar a maquina, já que o meu pc não deixa, sabe-se lá porquê!!!


Belo Horizonte - Centro

Sábado
Bem, para contar o dia de hoje vou precisar uns quantos posts. Foi um dia em cheio, sem dúvida. Comecei de manha, por apanhar o autocarro e me dirigir ao centro. Sábado é um dia cheio de animação, com musica nas ruas, barraquinhas a vender de tudo e multidões de brasileiros às compras. Fui ao mercado central, famoso por vender de tudo um pouco, desde roupa, queijos, especiarias, ervas e chás, brinquedos, artesanato, ferramentas, apetrechos para a cozinha, redes, de tudo mesmo. Claro que já não saí de lá de mãos vazias. O centro não é muito grande e percorre-se facilmente a pé. Este era o meu maior medo, pois dos 3 mapas que tenho, nenhum deles tem escala e não fazia mesmo a minima ideia. As ruas são inclinadas e há imensos prédios altos misturados com casinhas rasteiras e mais velhas. No seu conjunto fica bastante engraçado.
De seguida fui passear ao parque municipal. Um espaço grande, verde mesmo no centro da cidade. Tem um laguinho, patos, pontezinhas... o costume. É muito gradável, sem dúvida e os sons da cidade são quase abafados pelo chilrear dos passarinhos. o parque é grande e no meio tem uma pequena feira popular para as crianças com carroceis, roda gigante (mas pequena) e afins. Claro que em todos os cantinhos se vendem água de coco, fruta, pipocas, algodão doce, cachorros quentes e os famosos sorvetes. Numa das pontas do parque estava instalado um pequeno palco com uma banda da cidade a tocar e fazia-se um rastreio para a hepatite B, onde a fila de pessoas era enorme.
Continuei o meu caminho e percorri várias ruas e praças mais conhecidas. Uma delas é a praça da liberdade. Em volta situam-se vários ministérios e o palácio do senador da cidade, todas elas com arquitecturas muito caracteristicas.
Com tudo isto a fomeca começava a apertar e decidir ir comer e refrescar-me... a mais um shopping. Vi no meu mapa e pensei, olha já estou na rua certa e tudo, agora é so ir em frente. O mapa de Belo Horizonte é razoavelmente facil, pois as ruas não têm curvas mas são todas direitinhas e formam todas angulos de 90º. Só que sabe-se lá porquê, segui pela rua a fora, sem virar uma unica vez e quando dei por mim já estava na rua do lado. Boa... vejo no meu mapa novamente e a questão é sempre a mesma. estou num cruzamento e quero mudar de rua... mas mudo em direcção à direita ou à esquerda? É que por muito facil que pareça, não o é... ficamos sempre baralhados e é preciso irmos ver a proxima travessa para saber se estamos a andar num sentido ou no outro. Depois de umas quantas subidas e descidas lá cheguei ao Diamond Mall. Nem olhei para loja nenhuma e desci directamente para a praça da alimentação, que como eles chamam ao conjunto de restaurantes num shopping. Ao lado havia também a praça do mercado, onde havia duas ou tres bancas de frutas, legumes, peixe e carne... sim... tudo isto dentro de um shopping. Eram 14h e todas as mesas estavam cheias, o que dificulta as coisas principalmente quando estamos sózinhas e não como guardar a mesa. Fui buscar comida e de tabuleiro na mão la comecei à procura de um lugarzinho. Como nasci com o rabinho virado para a lua, ficou uma mesa vaga mesmo ali ao pé de mim. Duas catraias ainda ma tentaram roubar mas eu sentei-me logo e disse "eu já tenho tabuleiro e vocês não". O rapaz da limpeza até se meteu comigo e disse "é assim mesmo, temos que ser espertos".

Estava eu a meio da minha refeição quando um senhor já de idade me vem perguntar se eu estava sozinha, que ele também estava e se se podia sentar na minha mesa. O senhor tinha um ar muito simpático, daqueles que tem mil e uma histórias para contar e eu acenei que sim. Não me enganei. À minha primeira frase perguntou-me logo se eu era portuguesa (claro, eles topam-me sempre) e também ele tinha raises portuguesas. Já tinha estado várias vezes em Portugal, também se orgulhava de já ter estado em todos os estados do Brasil e a sua cidade preferida é o Rio de Janeiro. Aprendi imensa coisa com ele, como por exemplo a orientar-me melhor no mapa de BH (explico melhor a seguir). Acabamos a falar dos locais que eu tinha visto hoje e dos que ainda gostava de ver. Falamos na famosa Rua do Amendoim onde é necessário ir de carro para experimentar a curiosidade que lá acontece (também explico mais tarde). Acabou por dizer que por eu ter cedido o meu lugar na minha mesa, ele me levava lá, pois de outra forma eu não teria hipotese, já que mesmo de autocarro ele não pára lá. Fiquei na dúvida pois apesar de ele ser muito simpático havia os 5% de hipótese de ele ser um assassino e tal. Ele viu-me receosa e disse-me onde morava, com quem morava, o que fazia, etc. Claro que podia ser tudo mentira, mas achei que podia confiar e aceitei. A hostória está no post a seguir.

Shopping Del Rey

Sexta-feira
Decidi sair mais cedo da universidade, apanhar o autocarro e ir até ao Shopping Del Rey aqui perto. Esperava que desta vez fosse um shopping a sério e não um fiasco como o da última vez. Felizmente não me enganei. O espaço é moderno e muito atraente. Tem tudo e mais alguma coisa lá dentro, incluindo cinemas, boling, espaço de jogos e espaços para crianças. As lojas são uma perdição especialmente para as mulheres. Têm coisas fantásticas, os preços são baixos e a variedade é muita. As secções de desporto e lingerie ocupam sempre uma boa percentagem da loja, ao contrário de Portugal e da Polónia. Nos corredores há pequenos quiosques com gelados, batidos e sumos naturais… mas daqueles que só encontramos cá, onde o sumo é tão sólido que até a palhinha fica em pé. Dei umas voltas, comi e decidi voltar para casa. Pela minha lógica teria que apanhar o mesmo autocarro mas no sentido contrário. Acontece que do lado de lá da estrada não havia paragem nenhuma. Observei bem a rua e dei-me conta que a rua não tinha dois sentidos mas só um. E com a paragem cheia de gente e de sacos, decidi apanhar ali mesmo. Acercou-se um autocarro que dizia mineirão (o estádio ao pé da minha pousada)… óptimo, é mesmo neste que vou. Nem que não vá directo lá não faz mal, é da maneira que vejo as vistas. E andei por ruas e ruelas, levei um banho de Brasil, daquele mais puro, dos meninos descalços na rua, das pequenas lanchonetes em todas as esquinas, das casas pintadas às cores, da alegria do povo, …

Há 2 curiosidades que me despertaram a atenção nesta viagem. Uma delas foi um mudo que ia no autocarro. A linguagem gestual dele não era universal, não era aquela que por vezes se vê em determinados programas de televisão, muito provavelmente porque nunca teve ninguém que o ensinasse. No entanto, ele gesticulava, a mãe entendia-o e que mais precisava ele? Até porque os gestos que ele fazia eram mais simples, sem complicações e até eu o entendia. Achei um bom exemplo de vida. Para quê complicar? Outra coisa que nunca tinha visto e achei o máximo é as pessoas que vão sentadas se oferecerem para carregar os sacos das pessoas que vão em pé. Em 15min que fui em pé 4 pessoas me ofereceram ajuda. E o que vi em volta é que de facto as pessoas agradecem e entregam os sacos e malas a quem está mais próximo e sentado.

Tudo isto teve imensa piada… nos primeiros 30min. Depois começou a aparecer uma trovoada daquelas, mais tarde começou a chover a sério e eu já só queria chegar a casa. Mas parecia que cada vez estava mais longe. Fui perguntar ao motorista se ainda faltava muito. “Isso aqui não vai no Mineirão não”. Eu com cara de pânico “não? E agora? Isto tem ali escrito que passava lá!”. Sim, passou mas antes de me apanhar no shopping. Mas não havia que preocupar, disseram-me para descer no final da linha e apanhar um que saísse dali. Por sorte assim que desci apanhei logo o outro e lá fui. O caminho não foi o mesmo mas em sentido contrário, pelo que acredito que o trajecto até seja circular, só não é feito pelo mesmo autocarro. Com os vidros embaciados, a chover e já de noite acabei por deixar passar o mineirão e saí um pedaço mais à frente. Fiz o resto do trajecto a correr, principalmente quando atravessei o pátio escuro do estádio! È que para piorar nem relógio tinha e não fazia ideia que horas eram. A julgar por todo o tempo que andei de autocarro e pelo vazio das ruas diria que eram umas perigosas 22h. Chegando ao hotel, molhada e de língua de fora, descobri que eram apenas 20h. Mas enfim. Da próxima tenho que descobrir onde apanho o autocarro certo, pois demorar 2h para chegar a casa quando deveria demorar 10 minutos, não me parece bem.


sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Banheiro

Ir à casa de banho nesta universidade é uma aventura. Bem, talvez não na universidade inteira, mas neste edifício é de certeza. Estou no Instituto de Ciencias Exactas (ICEX), que tem a forma de um quadrado com 4 andares e muitos corredores e recantos. O ideal para a gente se perder. Acho que seria o cenário ideal para um filme de terror e já estou a imaginar a vítima a fugir do assassino por estes corredores à noite, até porque aqui é tudo aberto e deve estar uma escuridão daquelas depois do sol se pôr. Pronto... voltando ao tema do post... a casa de banho. Nos 3º e 4º andar situam-se gabinetes e laboratórios e por aqui todas as casas de banho estão fechadas e é preciso ter-se chave. A parte boa é que a chave é igual para homens e mulheres, o que ajuda tendo em conta que estou no departamento de fisica onde apenas 10% são mulheres. A parte má é a cara de pau de ver alguém passar no corredor e dizer "importa-se de me abrir a porta da casa de banho?". Há 10 minutos atrás lá fui para o corredor, plantar-me em frente ao banheiro à espera que alguém passasse. Estavam lá dois senhores a discutir fisica avançada e achei mau interromper aquela discussão cientifica sobre electrões e propriedades magneticas e afins para pedir a chave e decidi ir ao departamento do lado... o de matemática. Aí encontrei casas de banho abertas... uma para homens outra para deficientes! E as mulheres? Corri tudo ali em volta e nada! Muito bem, mas que discriminação, ou será que há mais deficientes que mulheres (ai de quem fizer algum comentário machista a este post). Com isto tudo já tinha passado um tempão e começava a ficar aflita e fui mesmo à dos deficientes. Era enorme que nem um salão de baile e achei piada ao pormenor do sabão liquido estar numa garrafa de pepsi com um furo na tampa. Viva o estilo brasileiro de resolver as coisas, que se formos a ver não é assim tão diferente do português.

Ser estrangeiro no Brasil

Bem, este titulo dá para dois pontos de vista diferentes.
Primeiro vou falar do Tobias. O Tobias é um estudante de doutoramento alemão que está a trabalhar no próprio país e que tal como eu decidiu vir uns tempos para cá. Já cá está há um mês e revejo-me completamente nele. Todas as dificuldades que ele passa cá com a lingua eu passei lá na Polónia. A diferença é que aqui ninguém faz um esforço por ele. Se falam com ele é inglês, mas se falam entre eles é sempre em Portugues. E vejo-o meio perdido, no local e nos pensamentos. Já aprendeu umas palavrinhas para conseguir comprar coisas no bar da universidade e já se derenrasca sozinho. E depois claro, há sempre as situações engraçadas, que também eu tive! Ontem pediu um cappucino com água. A senhora não entende bem e pergunta "com baunilha?" e ele também sem entender diz que sim e no final diz que aquilo tem um sabor diferente dos outros dias. Pois... Eu esforço-me por falar com ele, até porque é um gajo porreiro e simpático e até fala um inglês decente, mas eu não sou uma comunidade inteira! Acima de tudo penso que ele está a gostar da experiência e é isso que importa.
O outro ponto de vista é o meu. Eu que falo português... de Portugal mas estou no Brasil! Num outro país onde a lingua é a mesma mas o som é diferente. Onde tenho que falar devagar e usar mais vezes o gerundio para ser mais bem compreendida. Onde muitas vezes peço para repetir porque eu própria não entendi muito bem. Claro que jamais se assemelha à minha situação na polónia. Mas não deixa de ser estranha esta sensação de estar num país estrangeiro, onde tudo é novo, os costumes são diferentes mas ao mesmo tempo entender a lingua que se fala na rua, poder perguntar e pedir o que quer que seja. É uma sensação unica! Já para não dizer que o facto de ter passado a falar inglês 80% do meu dia me baralha o cerebro e esforço para falar português do Brasil é bem maior que para falar a lingua inglesa. São boas noticias acho. Finalmente atingi aquilo que tantos professores me disseram "não traduzas os teus pensamentos, pensa logo em inglês". Por outro lado há situações em que já nem penso, começo a falar inglês e só me apercebo quando o pessoal à minha volta se desata a rir! O meu cérebro é como o Raman. Quando está no modo "inglês" (laser verde) é complicado trocar a linha para outra lingua (cor).
Mas realmente, faltava-me ainda esta experiência para preencher o meu curriculo de viagens. Sei que ainda não vi de tudo... mas quase!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O tipo do quarto ao lado

Há uns tempos atrás participei na rubrica da CiadadeFM o tipo do carro ao lado e depois da noite de ontem poderia também participar no tipo do quarto ao lado. Eu a tentar dormir e só me ria.
A pousada além de 3 andares com quartos partilhados, tem umas casinhas à parte com 2 quartos de casal cada um, ao que eles chamam suites. Eu estou num desses. O pior é que as paredes são de contraplacado e ouve-se tudo de um quarto para o outro. Ontem, tinha já tudo desligado e acho mesmo que até eu já tinha desligado quando ouço uma voz exaltada. Era o tipo do quarto ao lado a falar com a mulher. A conversa era do tipo:
"Puxa Simone, eu amanhã tenho que levantar cedo para trabalharm pára de encher o saco e deixa eu dormir. Você sabe que eu te amo, agora deixa eu descansar que amanha tenho que levantar ás 6.20! O seu mal é que sempre namorou com pé de chinelo e não 'tá habituada a homens a sério que trabalham. Pára de encher o saco... eu vim trabalhar, não vim fazer mais nada. Estou cansado deixa eu dormir!"
Pausa e uns 5 minutos depois toca o telefone e recomeça a cena:
"Eu já falei para você que vim trabalhar. não precisa fazer escandalo, são só 3 noites. eu também tenho saudades suas, mas saí daí hoje não precisa me encher tanto o saco, 'tou tentando dormir. (pausa) Puxa Simone como é que você pode pensar isso de mim, era isso que os outros pé rapados faziam para você? Mas eu sou um cara sério, vim trabalhar, me deixa dormir. (pausa) Sim, é isso mesmo, tenho aqui 3 mulheres comigo me fazendo massagem, puxa Simone pára de encher o saco, deixa eu dormir. Eu te amo, pára com isso"
Meia hora depois habituei-me ao som de fundo e adormeci assim mesmo. A todas as Simones do Brasil... vá, deixem o cara em paz, ele precisa dormir... e eu também!!!!!

Shopping

Ontem saí da Universidade e decidi ir dar um passeio até à lagoa e mais tarde ao shopping aqui do bairro. A lagoa é um sítio fantástico com um calçadão em toda a volta. Uma beleza natural imensa, cheia daquela água esverdeada e garrafas de plástico abandonadas na margem. Também percebi que as "coisas" verdes a boiar não eram tartarugas mas sim cocos. Ainda assim tirando isso a lagoa é realmente bonita e um local agradável. Sei que tem uns quantos locais turisticos nas margens, que não conheci ainda pois o perímetro da lagoa são cerca de 15km. No fim de semana vou percorre-los e tirar também umas fotos para mostrar.
Mas o meu objectivo ontem era ir até ao shopping cá do sitio dar uma espreita. Esqueci-me do mapa em casa, mas tinha na cabeça mais ou menos o local. Pelo menos sabia que se via da margem da lagoa.
Andar no calçadão é uma loucura principalmente quando se é uma mocinha fresca, jovem e sozinha como eu. Isto é pior que Portugal. As motas e os carros buzinam, há aqueles que abradam e deitam a cabeça de fora e gritam baboseiras, os ciclistas olham para trás e gritam também e até velhos, sentados à beira da água se meteram comigo! Não estou a exagerar, é mesmo assim!!!
Depois de andar uns 2km continuava sem ver sinais de shopping e tendo em conta o comportamento masculino continuei a andar até encontrar uma mulher a quem perguntar onde era. Encontro então uma senhora que me diz que o "shopping é p'ra lá. Não sei bem onde é não, mas é p'ra lá". Explicou-me que era a primeira vez que andava ali também, mas como vinha da direcção que apontava achei que sabia o que dizia. Andei mais um tempão e nada de shopping. Perguntei a outra rapariga. "ah é além. Você 'ta vendo aquele edificio verde? É isso aí". Ah... aquele edificio verde do outro lado da margem, longe pa catano, mesmo em frente ao local onde perguntei à outra mulher e me mandou para este lado? Estou a ver estou! Volto atrás e ao aproximar-me apercebo-me que o edificio tem aspecto de estar em ruinas e quase a cair. não era ilusão optica, mas não estava assim tão mal. Entro... surpresa... cadê as lojas? Cadê as roupas, malas, sapatos que há num shopping? Num hááááááá.... O prédio tinha quatro andares, dois com escritorios e dois com lojas... de pneus para bicicletas, tintas, móveis, companhias de seguros, um banco, loja dos 0.99 reais com pai-natais à porta e um supermercado. O resto das lojas (mais de metade) estavam fechadas. Mas atenção... tinha 6 salas de cinema, no rés do chão... junto ao parque de estacionamento.
E foi assim que fiquei a conhecer o Pampulha Mall... um local imperdivel... ou não.
(no fim de semana deixo o meu medo de andar de camara fotográfica atras e mostro fotos disto tudo)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ui ui Caipirinha ui ui


As horas passavam, os minutos também e com eles os dias e nada... o convite não surgia, a sugestão não chegava aos meus ouvidos e eu desesperava pela minha primeira caipinha cá! Ontem, depois de mais um dia enfiada dentro daquele cubiculo sem janela e depois de um passeiozinho no campus (passeiozinho como quem diz, porque isto aqui é enorme) "surgiu" então a oportunidade... perfeita ou não, não interessa, mas ali estava... uma lanchonete/restaurante, onde dizem eles não atenderem pessoas sem camisa. Bem eu não tinha camisa nenhuma mas entrei à mesma... acho que camisola também conta! Não havia sol, mas havia calor e pedi o tão desejado coktail de lima, açucar e cachaça... Vai o primeiro golo... até me sairam os olhos das órbitras... "está forte pensei". Mas depois reparei no pauzinho de gelado, lambido sabe-se lá por quantas pessoas, que vinha la dentro... Mexi... hhhhmmmmmmm caipirinha gostosa! E saboreei... degustei... aproveitei aquele fresquinho! Até pode haver bares em portugal com caipirinhas assim, muitas vezes feitas por nativos brasileiros, mas sem o calor, o sotaque a chegar aos ouvidos, a paisagem em volta o sabor nunca será o mesmo!
Viva o Brasil!!!!!!!!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

São Paulo