Cada vez que chego de manha à universidade e que vou percorrendo os vários andares do edificio do departamento de Física, me vou sentindo mais numa novela brasileira. Quem nunca assistiu à New Wave ou até à mais velhinha Malhação? Onde as guerras amorosas se instalavam, os ciumes vinham ao de cima e caras bonitas inundavam o ecran. Não é novela! Tudo aquilo é vida real. Todos os factos acontecem assim por aqui, é um retrato muito fiel da realidade. Claro que nem todos os casais têm uma bruxa a tentar destruir tudo, mas ha muita coisa coincidente. As salas de aula repletas de alunos que esperam o professor. A camaradagem do professor que trata os alunos por tu e ensina sempre bem disposto. A linguagem usada. Os corredores. É muito semelhante. Adoro o espirito deles. Ouvem-se gargalhadas em todos os cantos, ouve-se gente a cantar em todo o lado e mesmo gente a estudar! Acho que assim dá gosto andar na escola. Claro que as temperaturas amenas e o sol ajudam em muito. Os corredores não têm janelas, são abertos e os gabinetes as janelas que têm estão sempre abertas. Parece que o mundo individual de cada um é mais receptivo. Passa-se pela porta e diz-se bom dia, olá, faz-se uma piada. Deve ser por isso que a tentativa de imitação dos morangos com açucar às novelas brasileiras não correu tão bem! É que também os morangos se baseiam no dia a dia das escolas portuguesas... que não são tão animadas como aqui! É uma pena! Mas algumas estão lá perto, o que significa que nem só o espaço faz um bom ambiente... as pessoas também são muito importantes!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Bacalhau à la Sara
Ou por outras palavras bacalhau com natas feito pela Sara. Ja fiz esta receita para um cento de pessoas e toda a gente gosta tanto que decidi sugerir aqui ao pessoal fazer uma jantarada. Como sempre só precisava de uma casa e uma cozinha. Como aqui festa é o que se quer montou-se logo o esquema todo. Dois dias antes compro o bacalhau (a um preço absurdo) e deixo de molho... Pois, tendo em conta que vivo numa pousada a solução mais facil que encontrei foi deixa-lo na casa de banho, dentro do unico recipiente que tinha lá no quarto... a gaveta do frigobar! Uma solução bem portuguesa! Tive sorte de calhar num dia em que não havia limpeza de quarto, senão posso imaginar a cara das empregadas da limpeza. Tiravam logo uma foto e punham logo no "nós por cá" brasileiro. Nesta tarde fomos presenteados com a presença de um grande nome na área da tecnologia (já o conhecia mas a minha opinião pessoal vou guarda-la para mim, não vá mais tarde tramar-me a vida), Andrea Ferrari, que deu na universidade um pequena conferência. Sim, parece que o senhor é mesmo familiar do dono da ferrari. O que eu não sabia e fiquei a saber era que também ele iria estar no jantar. Boa! Eu só queria que saisse tudo bem. Demorou imenso tempo a fazer pois eramos 15 mas com uma maozinha, umas copadas de tequilla e umas latas de cerveja lá saiu. O pessoal tinha tanta fome que devoraram a primeira travessa num piscar de olhos (nem para mim houve). Fizeram muitos elogios e todas as pessoas que afirmavam não gostar de bacalhau passaram a adorar. Penso que os elogios foram sinceros, apesar de talvez um pouco influenciados pela fome negra que já deviam ter! Também me ensinaram a fazer brigadeiros. Por isso ja sabem, na proxima jantarada há sobremesa e tudo! Todos me deram um conselho importante... se eu não vingar como nanotubista posso sempre abrir um restaurante!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Tangará
Tangará é um condominio fechado a cerca de 1h da cidade de Belo Horizonte. Casas escondidas no meio do mato e floresta interrompidas por cachoeiras lindas, cujo acesso se faz por trilhos e pedras íngrimes. Partimos sabado de manhã e aí vai a malta toda. Bagagem cheia de cobertores, cerveja e carne e começava assim o fim de semana. A primeira vez que desci os trilhos e vi as cachoeiras fiquei deslumbrada... é um sitio lindo. Pulamos todos para a água e fomo-nos pôr debaixo do jacto de água. Corremos umas duas ou três. O resto do dia foi passado a comer churrasco que assava lentamente e a beber cerveja... O por do sol foi visto do cimo do telhado onde existe um terraço (ainda estou para saber como é que ninguém caiu daquela escada de incendios abaixo) e à noite houve cantorias e mais picanha na chapa e arroz com feijão. Consta-se que a ultima lembrança totalmente desfocada ocorreu por volta do almoço, pois o resto são memorias intermitentes se é que me faço entender. Mas como eramos 10, dá para reconstituir os factos, como duas moças à estalada, mas a brincar, a afirmação do tocador de viola "agora é que vai sair uma musica portuguesa" tocando de seguida mamonas assassinas ou mesmo eu em cima da sanita a tentar mudar a lampada fundida da casa de banho. Temos muitas histórias engraçadas e muitas piadas sobre português para contar. Foi bom acordar de manhã com os passaros a cantar, sair à rua e estender-me numa rede lá fora. Estas coisas assim sabem a Brasil!!!! Mal juntamos 4 pessoas fomos dar um mergulho e a ressaca passou de imediato mal aqueles jactos potentes bateram em nós. Acho que chega a ser terapeutico. Café da manhã tomado e pimba... a cerveja é para se acabar. Uns voltam mais cedo outros vêm e o resto do dia é mais do mesmo. Cerveja, picanha, maminha e muitas risadas. Um fim de semana muito muito bem passado.
Para uma ideia melhor do que é a beleza do Tangará, as fotos ficam a seguir.
Para uma ideia melhor do que é a beleza do Tangará, as fotos ficam a seguir.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Vai um choppinho?
Terça feira estava eu no auge das minhas medidas aqui no super aparelho quando a luz vai abaixo. Eh pá que cena, logo hoje que eu comecei. O pessoal juntou-se todo no corredor, incluindo o de outros laboratórios e começou a correr o rumor que iamos beber cerveja. Mas eram 3h da tarde e as vozes responsáveis disseram que a luz ia voltar. Pois... 1h depois a luz volta e foi uma trabalheira para deixar a máquina a funcionar outra vez. Depois de muitas gotas de suor (coisa impossivel numa sala que esta sempre abaixo dos 20ºC), estava quase quase tudo pronto quando... a luz vai outra vez em baixo. E a mesma voz responsável, que é o rapaz que dá assistencia, diz "ah azar, vamos mas é beber cerveja". E pimba, junta-se a galera toda em menos de um piscar de olhos, que para estas coisas já ninguém se atrasa e vai tudo para o boteco (tasca/restaurante se bem que boteco é atribuido a bar). O esquema é diferente do português. Na mesa são postas garrafas de 600ml e é dado um copo para cada um. Não cheguei a ver o fundo ao copo, pois há sempre alguém que vai reforçando a dose. Comemos pasteis, mandioca assada com linguiça e muito muito choppinho. Anoiteceu e o pessoal sempre na conversa. Chegamos 5 e no final eramos 20, mesmo com entradas e saídas de outros. Era o departamento de física em peso. Chegou a hora de fechar o restaurante e tivemos que sair. Hora de pagar... 10 reais! O quê? Bebo cerveja a tarde inteira, como e pago 10 reais? Tipo 3 euros? Muito bem, amanha á mesma hora? A propósito de horas... que horas são? Devem ser aí umas 10h da noite não? Não... era 1h da manha!!!! Os resistentes, eu e mais 3, tentamos encontrar um barzinho aberto para continuar a noite, acabamos a jogar snooker. Fomos ainda até ao mirante de mangabeiras e tenho pena de não ter levado câmara para tirar fotos. O cenário à noite ainda impressiona mais! Fantástico!!!!
Quando fui para casa o céu já estava a clarear e eram 6h! Às 8h estava a pé para tomar o pequeno almoço e ir trabalhar. Quando cheguei fiquei no corredor à espera que alguém me abrisse a porta. Todos os que passavam, professores ou doutorados me diziam bom dia! Alguns nem me lembrava deles. Já para não falar que agora conheço muito melhor o grupo com quem trabalho, que são todos uns porreiraços. Decididamente, estava a faltar uma noite de cerveja para começar a conhecer e a ser conhecida!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Lagoa de Pampulha
DomingoPodem-me chamar de louca… eu sei que sou. Nunca tinha andado tanto na minha vida! Mas o que se passou nesta cabecinha? O mesmo de sempre… aquele pensamento “eu gosto de caminhar, eu consigo…”. Sim, decidi ir percorrer todo o calçadão em volta da lagoa de Pampulha. Um calçadão que tem apenas 18km!!! Eu pensei que caminhar em volta de uma lagoa é sempre agradável. O começo foi bem. Cheguei mesmo a tempo de ver começar a maratona pela diabetes (hoje era o dia mundial da Diabetes). Foi giro ver o pessoal a correr, havia música na rua, estava animado. Em redor da lagoa há vários pontos turísticos. Passei pelo clube de ténis mais famoso da cidade (também o mais caro, por sinal), pela igreja de São Francisco de Assis, conhecida pela sua arquitectura incomum e claro, pela beleza natural da própria lagoa. Tirei um monte de fotos. Ao km 10 (até parece uma noticia sobre ciclismo) os pés davam já sinais de cansaço mas estava a chegar ao parque natural da Pampulha, uma zona verde enorme, onde há locais bem definidos para jogar à bola, lançar papagaios, fazer piqueniques, trilhos para andar de bicicleta… lindo! E claro os animais, maioritariamente aves, mas também uns bichos castanhos tipo hipopótamos pequenos, que se chamam capivara. O máximo. O pior foi que pensei que no final do parque havia conecção para o calçadão da lagoa, mas não… ou seja, andei 1km lá dentro, e mais um para voltar ao calçadão. Desanimador. Com a ajuda de águas de coco e abacaxi (eles vendem na rua só o miolo bem fresco, imaginam como é para uma pessoa que adora essa fruta), lá fui andando e dando palavras de encorajamento a mim própria até porque voltar para trás era já a mesma distância. O calçadão tem zonas com mais pessoas e outras mais desertas. Aos domingos os brasileiros têm o hábito saudável de caminhar ou correr por ali ou outras zonas verdes. No entanto nas zonas com menos habitações vêm-se poucas pessoas o que torna o percurso mais duro. Num bom pedaço do trajecto a lagoa deixa de se ver e parece que caminhamos para a cidade mais próxima. Foi nessa parte que pensei chamar um táxi, apanhar um autocarro, mas que chegava de maluqueiras, pois o cansaço dos pés já tinha passado a dores. Não vi nem uma coisa nem outra, por isso fui andando. Parei um pedaço, mais uma água de coco, mais umas fotos e de volta ao caminho! O problema do percurso é que tem muitos braços compridos e estreitos. Vemos facilmente o outro lado mas para lá chegarmos é preciso fazer a volta toda lá ao fundo. Num desses braços, a lagoa é mais baixa e como esta região passou por um período de seca consegui atalhar 1km! Ufa! Mais umas paragens, novas coisas para ver, como o jardim zoológico (que não entrei), museu de artes, repuxo, mais um mirante e a casa do baile e pronto… percorri os km que me faltavam! Quando cheguei ao inicio da rua que sobe até ao mineirão nem acreditava… nem acreditava que tinha feito o perímetro todo… nem acreditava que ainda tinha que subir aquela avenida toda até chegar ao meu canto!!! Mas lá subi, havia jogo no mineirão, estava a festa instalada. Cheguei à pousada, comi qualquer coisa e fui-me esticar ao sol o resto do dia a ler!!! Há lá melhor vida que esta! Demorei 6h a fazer os 20km (sim 20, com o que andei no parque e até casa). Acho que também é bom conhecermos os nossos limites. Se algum dia precisar fugir para algum lado já sei do que sou capaz!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Belo Horizonte - Mapa

Segundo o senhor do shopping, a projecção da Cidade de Belo Horizonte foi feita baseada na de Filadelfia. Eles precisavam de um projecto rapidamente e contrataram um arquitecto americano, o mesmo que projectou esta cidade dos States. Pois muito bem, daí a cidade ser toda certinha, aos quadradinhos com ruazinhas paralelas e perpendiculares sempre. A melhor forma de nos orientarmos nela é: tomar uma grande avenida como referência e depois todas as ruas paralelas (perpendiculares) a essa avenida são os estados do Brasil e todas as perpendiculares (paralelas) são nomes de tribos indígenas ou de personalidades da cidade. Assim, sabemos sempre em que sentido estamos a andar! Fácil não? Vamos lá ver da próxima vez que for ao centro.
Belo Horizonte - Mirante de Mangabeiras

Mangabeiras é um pequeno bairro bem próximo do centro da cidade. A sua localização é numa encosta, pelo que no ponto mais alto fica um miradouro (mirante, em português do Brasil), de onde se vê a cidade toda de Belo Horizonte. A vista é de cortar a respiração! Há os tipicos vendedores de águas de coco e pipocas e é ali a olhar a cidade sob o calor, de coco gelado na mão, que sentimos mais que nunca que realmente estamos no Brasil. Neste bairro situa-se também a praça do Papa, de onde igualmente se tem uma vista global da cidade. Consta que há uns anos o Papa João Paulo II veio ali, na altura um descampado, celebrar uma missa e quando olhou a cidade disse "Mas que belo horizonte". Em sua homenagem fizeram então a praça do Papa. Próxima da praça está então a famosa rua professor Octavio Magalhães mais conhecida como a rua do Amendoim. Nesta rua existe uma curiosidade.
Como se vê na foto, existe uma suave ladeira. Nesse ponto, quando se pára o carro e se põe em ponto morto, o carro não desce a rua mas sobe. Eu vi com os meus prórpios olhos. Há diversas teorias, ha quem diga que é ilusão optica, há quem diga que é culpa de um certo magnetismo, pois a região é bastante rica em diferentes minérios (dái se chamar a este estado Minas Gerais). Bem, eu cá acredito mais na segunda hipótese tendo em conta que quando chove, a água corre normalmente para baixo. É uma experiência única e agradeço imenso so Senhor Marcos, pois sem ele eu não a teria tido. Tive mesmo muita sorte em conhece-lo.Quando estavamos ainda lá no cimo do mirante, conhecemos a Greta. Uma jovem jornalista que mora no Rio, que estava na cidade a cobrir um evento de moda e que decidiu ir até ali. Perguntou se era longe e claro que lhe responderam "não, é já ali". A mim avisaram-me para ter cuidado com o já ali dos mineiros, mas ela caiu e subiu tudo aquilo a pé. Acabamos por lhe dar boleia até ao centro. O senhor satisfeito com toda esta companhia sugeriu-nos uma volta pela avenida do contorno, uma avenida que contorna todo o centro da cidade, marcando-a como se fosse uma muralha. Aceitamos e lá fomos para mais uma voltinha. O homem sabia a história de tudo e mais alguma coisa e realmente foi como um guia. Descobri que BH é muito recente, pois conta apenas 100 anos! Jovem ainda!
Depois de trocarmos contactos e das despedidas feitas voltei ao shopping inicial (para comer outra vez). Descobri que não era nada de especial, pois as lojas eram todas para bolsos mais recheados que os meus. Lá voltei à paragem do autocarro e à aventura que é conseguir apanhar o correcto. Desta vez havia uma paragem exactamente em frente àquela onde eu tinha descido! Esperei... meia hora depois aparece o meu. Já por causa das dúvidas pergunto ao motorista. "Vai para a pampulha.""Não, para a Pampulha tem que apanhar um que diga Dom Cabral" (eles têm autocarros com o mesmo numero, mas com trajectos diferentes)."Ah. E este vai por onde? (esperando que passasse lá perto)""Esta vai para o Bairro Dom Cabral"Bem, não sei o senhor estava gozar comigo, mas acho que não. Se calhar o que dizia Dom Cabral, não passava lá nesse bairro, sabe-se lá, no Brasil tudo é possivel!
Como tinha um monte de gente atrás a querer entrar nao fiz mais perguntas e saí. perguntei então a uma rapariga, que mostrou bem o que é a tão famosa hospitalidade mineira e me levou à rua certa, à paragem certa onde o meu deveria passar. Por via das duvidas aconselhou-me a perguntar outra vez. Mais meia hora à espera, aparece e pergunto de novo ao motorista. "Não, não vou para a pampulha, mas vou para lá perto". Perguntei o nome da minha rua. "sim, passo aí". Xiça... mas a minha rua fica na Pampulha... será que eles consideram a pampulha as casinhas em volta da lagoa? Bem, mais uma vez já de noite lá consegui chegar a casa. Com uma dor de pernas daquelas, mas uma sensação de um dia em cheio. As fotos não são minhas, porque ainda não arranjei maneira de descarregar a maquina, já que o meu pc não deixa, sabe-se lá porquê!!!
Como se vê na foto, existe uma suave ladeira. Nesse ponto, quando se pára o carro e se põe em ponto morto, o carro não desce a rua mas sobe. Eu vi com os meus prórpios olhos. Há diversas teorias, ha quem diga que é ilusão optica, há quem diga que é culpa de um certo magnetismo, pois a região é bastante rica em diferentes minérios (dái se chamar a este estado Minas Gerais). Bem, eu cá acredito mais na segunda hipótese tendo em conta que quando chove, a água corre normalmente para baixo. É uma experiência única e agradeço imenso so Senhor Marcos, pois sem ele eu não a teria tido. Tive mesmo muita sorte em conhece-lo.Quando estavamos ainda lá no cimo do mirante, conhecemos a Greta. Uma jovem jornalista que mora no Rio, que estava na cidade a cobrir um evento de moda e que decidiu ir até ali. Perguntou se era longe e claro que lhe responderam "não, é já ali". A mim avisaram-me para ter cuidado com o já ali dos mineiros, mas ela caiu e subiu tudo aquilo a pé. Acabamos por lhe dar boleia até ao centro. O senhor satisfeito com toda esta companhia sugeriu-nos uma volta pela avenida do contorno, uma avenida que contorna todo o centro da cidade, marcando-a como se fosse uma muralha. Aceitamos e lá fomos para mais uma voltinha. O homem sabia a história de tudo e mais alguma coisa e realmente foi como um guia. Descobri que BH é muito recente, pois conta apenas 100 anos! Jovem ainda! Depois de trocarmos contactos e das despedidas feitas voltei ao shopping inicial (para comer outra vez). Descobri que não era nada de especial, pois as lojas eram todas para bolsos mais recheados que os meus. Lá voltei à paragem do autocarro e à aventura que é conseguir apanhar o correcto. Desta vez havia uma paragem exactamente em frente àquela onde eu tinha descido! Esperei... meia hora depois aparece o meu. Já por causa das dúvidas pergunto ao motorista. "Vai para a pampulha.""Não, para a Pampulha tem que apanhar um que diga Dom Cabral" (eles têm autocarros com o mesmo numero, mas com trajectos diferentes)."Ah. E este vai por onde? (esperando que passasse lá perto)""Esta vai para o Bairro Dom Cabral"Bem, não sei o senhor estava gozar comigo, mas acho que não. Se calhar o que dizia Dom Cabral, não passava lá nesse bairro, sabe-se lá, no Brasil tudo é possivel!
Como tinha um monte de gente atrás a querer entrar nao fiz mais perguntas e saí. perguntei então a uma rapariga, que mostrou bem o que é a tão famosa hospitalidade mineira e me levou à rua certa, à paragem certa onde o meu deveria passar. Por via das duvidas aconselhou-me a perguntar outra vez. Mais meia hora à espera, aparece e pergunto de novo ao motorista. "Não, não vou para a pampulha, mas vou para lá perto". Perguntei o nome da minha rua. "sim, passo aí". Xiça... mas a minha rua fica na Pampulha... será que eles consideram a pampulha as casinhas em volta da lagoa? Bem, mais uma vez já de noite lá consegui chegar a casa. Com uma dor de pernas daquelas, mas uma sensação de um dia em cheio. As fotos não são minhas, porque ainda não arranjei maneira de descarregar a maquina, já que o meu pc não deixa, sabe-se lá porquê!!!
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