segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Oh tragédia!!!

Ontem saí à rua debaixo do céu cizento do costume e deparo-me com um acidente. Bem, na verdade não era grande coisa. Uma senhora tinha batido com o carro contra uma árvore. O carro não estava muito mau, tinha apenas umas esfoladelas e um farol partido. O que isto tem de curioso é que para dar conta do recado estavam em volta 2 carros da policia, os bombeiros e um reboque!!!! Ainda pensei que tivesse havido mais alguma coisa, mas já tivessem tirado o outro veiculo, mas não!!! Os vidros no chão eram só do farol e se houvesse outro carro envolvido provavelmente o reboque não estava lá. A verdade é que estavam todos a olhar uns para os outros, à excepção de um deles que estava com a senhora a preencher papeis. Numa cidade com baixo indice de criminalidade é assim... um toquezinho no carro e temos a atenção toda só para nós... ou então andam por aí a multar pessoas que passam fora da passadeira...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Gripes e constipações

As pessoas andam doentes! À minha volta, não só no trabalho, mas no ginásio e nas ruas, é só narizes vermelhos e a pingar, tosse e afins. Sinceramente, das pessoas que conheço sou quase a unica onde a gripe ainda não chegou! E dizem eles coitadinha de mim que não estou habituada ao frio... se calhar até estou mais que eles! A verdade é que a maneira de lidar com estas má disposições de inverno é bem diferente aqui e em Portugal. Quando me começava a doer o corpo, a garganta ou a febre espreitava, enfiava-me na cama, bebia um chazinho com mel (ou com cascas de cebola...blhac) e no dia a seguir já estava boa e pronta para outra. Outras vezes recorria à automedicação, pois sempre achei que há doentes que precisam mais do tempo do médico que eu. E quem nunca fez isto que atire a primeira pedra. O povo português é assim... quase autosuficiente (só nas constipações!!!)! Por aqui a coisa é bem diferente. Mal dão o primeiro espirro correm para o médico. O tempo de espera na fila é tão grande que quando chega a vez já estam mesmo doentes. Depois de levarem um raspanete do/a médico/a porque estão magros ou gordos, depende do caso, saem sempre de lá com uma receita escrita do cimo ao fundo. Na farmácia esvaziam-lhes os bolsos e enchem-lhos com tudo e mais alguma coisa. Felizmente, ainda não passei por isto, mas já vi vários colegas e amigos carregam o seu saquinho de medicamentos, maior que o da minha avó, de um lado para o outro. Já a morrer de curiosidade lá perguntei a um para que era tanta coisa. Ora, então... este é para a garganta, e estas pastilhas também... estes e estes são vitaminas, este é para a febre... este é para desentupir o nariz... este é ácido fólico porque o médico viu que eu tinha uma pinta branca na unha (?!)... ah... e mais este pó é para dissolver e acompanhar com tudo o resto... Hmmm pensei, muito bem! No gozo disse-lhe, e não te receitou nada para o estomago? É que com tanta coisa vai-te doer de certeza! Ela pensou que eu estava a falar a sério e ficou pensativa, pelo que lhe tive de dizer que estava a brincar e desejar-lhe boas melhoras!
Digam lá o que disserem, penso que a automedicação ainda é melhor tomar 5 ou 6 caixas de tudo e mais alguma coisa! O melhor mesmo é nem ficar doente... pelo menos não por aqui!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

E tu? Trocavas comigo?

Ontem falei com uma colega de secundário. Temos as duas a mesma idade e uma vida completamente diferente. Ela conseguiu emprego num hospital em Lisboa e após pouco tempo ficou efectiva, coisa rara nos dias de hoje, penso eu. Está a comprar casa, onde já vive com o namorado. Ou seja, tem a vida arranjada e certinha. Emprego, casa e companheiro para a vida, ou pelo menos é o que ela pensa. Olho para mim que tenho emprego temporario e depois logo se vê, vivo num quartinho minusculo no meio de 200 polacos e o meu namorado está longe noutro país a viver uma vida semelhante à minha!
Fiquei a pensar nisso...
A pensar...
A pensar...
Se pudesse trocava com ela?
Naaaaaaaaahhhhhhh...
E as pessoas que já conheci de outros países, com pontos de vista diferentes, tradições diferentes. As amizades que já fiz por esses caminhos fora. Os voos que já me levaram a tantos locais diferentes. As aventuras todas que já tive (umas melhores que outras). Tudo o que já me aconteceu e me fez crescer de um modo que jamais cresceria senão tivesse por aqui passado!
Trocar?
Naaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mais uma voltinha... mais uma viagem...

Pensei que a minha ultima passagem pelo aeroporto de Berlim tinha sido a junção de todo o meu azar e que estaria imune a tais coisas ruins por uns tempos. Pelos vistos enganei-me! Depois de mais um fim de semana em terras suecas, que muito bem soube, não podia chegar normalmente a casa! Até nem parecia a minha vida se assim fosse. Comecei por perder o comboio em Lund, coisa que se resolveu em minutos pois la apanhei um por outro lado. Chego ao aeroporto e espero... espero... espero... e o meu voo começava a ficar atrasado.
E eu a pensar... não posso ter tanto azar assim. Entre a chegada prevista do meu avião e o taxi tinha 1h, portanto não me preocupei muito. Quando entro no avião percebo que o tempo ia ser à justa, mas como da ultima vez aconteceu tanta coisa no meu regresso, estava confiante na minha sorte. Mas não... mais uma vez não tinha um taxi à minha espera. É que pela primeira vez fiz uma reserva numa companhia mais barata, que actuam tipo autocarro! Como das inumeras vezes que fui à Suécia nunca o voo se tinha atrasado tanto, mas alguma tinha que ser a primeira. O pior é que ao contrário da ultima vez, era quase meia noite e já não havia comboios! Tentei ver se havia outra companhia por ali e nada! Mais uma vez os meus queridos telemoveis não funcionavam! Liguei à Ala de um telefone fixo e pela net descobrimos que os ultimos taxis já tinham todos ido!!! "Muito bem Sara, e agora? Ficas aqui à espera que venham os primeiros da manhã, lá para as 5 ou 6h". Mas entre todo este azar, lá tive um rasgo de sorte, quando vejo um mini bus de uma companhia entrar no parque de estacionamento. Fui ter com eles e negociei logo a minha passagem. Tinham ido buscar alguém que chegava mais tarde e ainda tinham lugares vagos.
Respirei de alivio, mas paguei a viagem duas vezes, pois ja tinha pago a reserva e cheguei a casa eram 3h da manha!!!
Não consigo deixar de pensar o que me aguardará da proxima vez...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Pontas soltas

Ando com as ideias um bocado pobres e por isso não tenho escrito muito. Há sempre muito para fazer quando volto ao trabalho, principalmente quando o lab está um pandemónio cheio de tralha pois não param de chegar coisas novas.
No ultimo fim de semana tivemos a visita de um amigo da Ewa. Ele é japones, mas estava a trabalhar em Guilford, onde eu o conheci no primeiro meeting do grupo. O rapaz é porreiro, mas tinha chegado à pouco do japão e o jet lag tomava conta dele. No primeiro jantar esteve muito caladinho e quando fomos beber um copo a outro sitio deixou-se dormir à mesa! Pode parecer estranho, mas para um japones é mais ou menos normal tirar uma soneca à mesa. Depois acordam e pronto... venham mais 10 minutos acordados.
No sábado combinamos uma saida e podiamos levar quem quisessemos, por isso estava lá um monte de gente que eu nao conhecia. Da minha parte levei um dos portugueses, que por sua vez levou um amigo sueco (estudou onde o Bruno está agora). Fartei-me de rir a noite inteira e pelos vistos foi geral! Diverti-me imenso e conheci melhor a noite polaca. Eu cá tinha a minha razao em não gostar dos sitios onde o pessoal da universidade me levava... Ninguém gosta!
Claro que depois do primeiro shot de vodka o japones ficou novamente a dormir em cima da mesa e a seguir foi logo para casa. É o que dá fazer aquela alimentação a peixinho, vegetais e afins!
O importante é que ele gostou, tanto da cidade, como do ambiente e da comida e bebida!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cartinha

Caro colega de grupo/gabinete/laboratório:

Venho abrir-te os olhos por este meio, uma vez que ninguém mo deixa fazer olhando para ti. Talvez seja melhor assim, pois correrias o risco de sofrer algumas lesões faciais. Neste novo começo de ano penso que deverias repensar aquilo que queres da vida e aproveitar aquela coisa das resoluçoes de ano novo e mudar certas atitudes. Eis alguns conselhos que eu te sugiro:
1- Eu não sou parva, nem burra, nem estupida, por isso quando eu entro no gabinete não precisas fechar o jogo para abrir um artigo à pressa! EU DOU CONTA NA MESMA!!!!!
2- Também não adianta fazer braço de ferro nos horários comigo. Se eu fico até mais tarde é porque preciso e não para mostrar que fico até tarde. Além disso dizer que também vais ficar e depois ires-te enfiar no shopping 2h e só voltares para buscar o computador, não conta. Por outro lado, se começas a fazer algo é para ser feito até ao final e não para me chamares e a seguir me deixares no teu lugar, só porque são 4h, e te queres pisgar.
3- Tratares os masters como reles seres inferiores é um erro, pois se bem lembro há 3 meses atrás também tu eras um deles. Aquela frase por ti proferida "sintese deve ser facil de fazer, se os masters conseguem..." foi de muito mau gosto. Os alunos de mestrado são muito mais inteligentes e usam muito mais o cerebro que certos doutorados que eu conheço, se é que me faço entender.
4- Usares a Carla para obteres certas informações não é solução, pois ela está muito bem treinada para não as dar. É que já toda a gente percebeu que andas aqui feito espião, para a seguir ires contar tudo ao teu antigo orientador. Além disso aquelas mentiras que disseste a toda a gente só para descobrires quem dava presente a quem no Natal, foi uma perfeita idiotice! Ias estragando o jogo todo e a única coisa que conseguiste foi passares por otário.
5- Não adianta abrires-me a porta do gabinete, apanhares o meu casaco, ou vir a correr da tua mesa à minha só para apanhares a minha caneta que caiu no chão... já percebi que a seguir me queres pedir algo. Pede e pronto! Não precisas ser simpático para mim.
6- És um péssimo espião! Tentas integrar-te no grupo, és convidado para os convivios e depois passas os jantares com ar aborrecido a mandar sms, o que além de ser falta de educação, fez com que já ninguem te queira convidar para mais nada.
A lista podia continuar e prolongar-se muito, mas por hoje já chega. Lembra-te... somos trabalhadores numa instituição e não crianças no jardim escola!
Ou cresces ou desapareces!
Cumprimentos,
A tua querida colega que tu tanto gostas de zoar!
(a permanencia dele está por um fio, mas a Ewa diz que vai ser ele a ir embora sozinho, por isso estamos todos ansiosos pelo dia da sua demissão)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Regresso...

Ele há viagens e viagens... e eu de certo quando for velhinha, se lá chegar, vou afirmar com certeza de que já me aconteceu de tudo, ou pelo menos quase tudo, a este ritmo!!!!!
Depois de umas férias na minha cidade Natal, onde também aconteceu tudo e mais alguma coisa, e que como sempre soube a pouco... muito pouco, apanhei o avião às 10.30 de ontem em Lisboa. como sempre aterro em Berlim e aí começa a confusão. Esperava pela minha mochila no tapete, quando do outro lado vejo alguém pegar numa igualzinha à minha. Estupidamente ainda pensei "olha, parece mesmo a minha mochila". Quando veio uma outra também igualzinha, apenas diferente no conteudo percebi que a que o senhor levou ERA a minha!!! Pensei em correr para fora e tentar apanha-lo, mas uma vez lá fora não podia voltar ao tapete... então pego na outra bagagem e de funcionário em funcionário lá fui parar ao gabinete de perdidos e achados! Assim que pude dei volta ao aeroporto, que não é assim tão grande, mas da minha bagagem nem sinal. Lá fui fazer o relatório de perda. Pelo código conseguimos um numero de contacto, ao qual ligamos imediatamente apenas para descobrir que era um amigo e estava em Marrocos!!! Quando ouvi a funcionária repetir "marrocos" ainda vi o caso mal parado, pensando que já tinham apanhado algum voo de conecçao para lá mais a minha mala!!!! O senhor lá nos deu o contacto do outro senhor´avisando logo que ele não falava ingles, apenas polaco. Tinha que ser um polaco!!! Oh inteligencias!!! Depois de muito trabalho lá conseguimos contactar o senhor e explicar que a mala que levava não era a dele. Voltaram logo para trás, o que ainda demorou uma boa meia hora! Resolvidas as coisas, e com os meus pertences em braços agradeci toda a simpatia das funcionarias, pois ainda nos rimos uns bons bocados e aí vou eu... para o meu segundo problema!
Mas afinal onde anda o meu motorista? Até parece coisa de rico, eu sei, mas não havia nenhuma companhia de transportes à minha espera!!! Eu sei que já tinham passado 2h desde que tinha aterrado, mas tinha espreitado regularmente para a zona de chegadas e ninguém estava lá. Para não variar os meus telemoveis nao me deixaram fazer chamadas! Ligo de um fixo para uma colega, para ela ligar para a companhia, apenas para descobrir que ninguém me iria buscar! Olha, obrigadinho senhores! Tinha apenas uma hra para apanhar o comboio na estçao de Berlim e corri que nem uma doida, para apanhar a ligaçao aeroporto-centro. Depois corri que nem uma doida para a bilheteira. Corri que nem uma doida até ao cais e no ultimo minuto apanhei o comboio! Cheguei tardíssimo, super cansada e com vontade de esganar metade deste país!!!
No meio deste azar todo, a minha sorte é que já me desenrasco melhor em Berlim que em Lisboa!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Évora

Como é bom voltar a esta cidade. A cada passo nestas ruas empedradas revive-se uma história... um momento. Caminho entre as ruelas e volto atrás no tempo. Entrego-me e deixo-me levar, sendo sugada pela alegria de reencontrar as mesmas paredes, as mesmas portas, as mesmas pedras... Caminho e perco-me e descanso... observo tudo! O tempo passa e nada muda. O sol que ainda brilha mais aqui, os passos que ainda são mais leves, os ruidos e os odores que se mantém resistindo ao passar do tempo.
Aqui... até o respirar é diferente!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Dresden

Apesar de lá ter estado 4 dias, não vi muito da cidade! Desta vez optei por não ficar mais tempo, já que o cansaço era mais que muito. Sendo assim, entre palestras, workshops e jantares sobrou uma tarde passada nas ruas desta cidade. Apesar do tempo cinzentão gostei bastante da cidade. Foi quase totalmente destruída na 2ª guerra mundial, mas quem a observa não poderia nunca adivinhar. É que foi tudo reconstruido tal e qual era antes da destruição. Observei um dos edificios e parecia que tinha anos... inclusivé aquela cor meio escura adquirida pelas impurezas e pelo tempo... pois, alguém me indicou que o edificio tinha sido acabado a apenas 2 anos! Muito bem conseguido, sem dúvida! Como habitual na Alemanha, é tudo muito organizado e o tempo contado ao segundo! Nesta época natalicia são bastante comuns os mercados de natal, onde se pode comprar de tudo, incluindo comida, bebidas típicas (como o vinho quente), decorações de natal, etc, sempre tudo muito tradicional! Adorei! Numa das noites estivemos no unico mercado que além de ser de natal também é medieval. E toda a gente traja como na época (os trabalhadores, não os visitantes) e pode comprar-se espadas e armaduras, entre outras coisas. A quem já foi à festa medieval em Castro Marim, no Algarve, posso dizer que este é 10 vezes menor e portanto com menos para ver. Ainda assim o ambiente é fantástico! Uma coisa única neste é o caldeirão gigante, cuja água é aquecida pela fogueira, onde se pode tirar a roupinha e entrar lá dentro. Tudo isto no meio da feira e à vista. Muito alemão sem dúvida!
Tive a sorte de ficar no 17º andar, o ultimo do meu prédio e tinha uma vista linda sobre a cidade! Valia a pena os 5 minutos de elevador só para lá chegar! A seguir deixo algumas fotos da minha passagem por lá. Gostaria de saber os nomes dos locais, mas a própria "guia" não era de lá e os nomes eram todos em alemão! Ainda assim, espero que gostem...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

2º encontro

O segundo CARBIO meeting, o meu projecto, teve lugar em Dresden. Sobre a cidade falarei mais tarde, mas o que gostei desta vez foi o ambiente que nos envolveu. Se no primeiro encontro achamos que tinhamos ficado amigos, enganamo-nos, pois era ainda cedo para tal. A prova ficou na ausencia de contacto entre todos os estudantes. No entanto, quando por aquela porta, foram entrando aos poucos, as caras desta vez já conhecidas foi muito agradavel. Aquela sensaçao optima de rever pessoas que até pertencem mais ou menos à nossa vida e de voltar a falar com elas foi unica. No primeiro dia houve apresentenções de todos numa tentativa de avaliar a evolução do trabalho e uns melhor que outros la engoliram os nervos mostrando o suor de tantos dias no laboratório... ou não!

Havia também umas 2 ou 3 caras novas, entre elas um brasileiro com o qual senti desde logo imensa afinidade, talvez mesmo por ser brasileiro e eu ter acabado de chegar de lá! A verdade é que soube bem conversar com alguém como ha muito já nao o fazia. Conversas longas, sobre tudo e mais alguma coisa, com alguém que tem opinião propria e nao se deixa apenas levar pelas minhas ideias! Enfim...

A melhor delas todas foi sem duvida aquela partilhada com o nosso novo colega, natural da india! India um país onde as mulheres são inferiores aos homens, onde os casamentos são arranjados, onde a confiança dos pais depende inteiramente do numero que consta na idade.... um país tão diferente!!! O melhor desta conversa não foi apenas o assunto, foi poder conversar com alguém que realmente pensa assim e que vai ter o seu proprio casamento por encomenda e que vai educar os filhos do mesmo modo. O melhor foi poder fazer todas as perguntas que quis e ficar fascinada com as respostas, como se naquele momento tivesse saltado para outra dimensão e me encontrasse a viver num outro mundo paralelo.

Engraçado como ele pensa que a cultura ocidental é meio estranha... porque se usa meias brancas acham-no gay... porque se usa t-shirt rosa acham-no gay... porque se recusou a dançar com um grupo de raparigas (precisamente por nunca ter tido contacto com uma) e estas perguntaram-lhe se ele era gay... uma definição que nem sequer existe no país dele!!!

Outra das coisas que lhe fazia imensa confusão era como éramos capazes de terminar relações. Como e porquê... ele nao entendia porquê! Porque precisamos nós de ter tantas pessoas numa só vida!!!

Fiquei absolutamente impressionada com a nossa conversa... aqui se vêm as diferenças culturais do nosso mundo... os espaços gigantescos que nos separaram de outros povos tão diferentes. No fundo no fundo... o que importa é ser feliz! E se esses homens e mulheres o são... que continuem o seu modo de vida!
Quanto a mim... mal posso esperar pelo próximo encontro...