segunda-feira, 23 de março de 2009

Kirchberg - belas noites


Noites em que só bebemos e conversámos.
Noites em que jogamos jogos de estratégia (ideia dos suecos de quem mais poderia ser).
Noites em que cantámos acompanhados pela guitarra do rapaz do costume.
Noites em que transformámos o bar numa discoteca.
Óbvio que a melhor foi a ultima noite. Sem palestras no dia a seguir o bar ficou meio cheio até de manhã. Criamos a pista de dança mais pequena do mundo, pois com tanto espaço começamos a dançar á entrada para o bar onde o pc estava. Com o progredir da noite dançamos também em cima dos sofás e cadeiras, descalços e despenteados, o que importava era aproveitar a ultima noite. Tiraram-se centenas de fotos onde há de tudo. Melhor que palavras... ficam as fotos...
O jogo dos pinguins à pesca... muito fixe!
Eu e o rapaz da organização. A boss disse para fazer contactos, mas nunca me disse como...
Os meus dois suecos do NT também lá estavam!

Fiquei ainda impressionada pelo facto de o barman, 2 anos depois, ainda se lembrar de mim e me tratar pelo nome desde o primeiro momento que me viu! Bem, também não deve haver muita gente a saltar para dentro do bar para fazer caipirinhas, como eu fiz há dois anos atrás.
Eu e o Erno... o melhor barman do mundo!!!
No jantar da conferência tivemos direito a danças tipicas austriacas. Sempre muito engraçadas e cheias de humor. Eu estava na ponta da mesa e um dos dançarinos fingiu que caía e deu-me um beijo!
A dança dos mineiros

Kirchberg - e o tombo do ano vai paaara...

... mim, of course! E a esquiar, of course!
A pista era a descer (como todas as outras), mas nesta parte tinhamos que apanhar muita velocidade pois havia um pedaço a seguir que era a subir. Na primeira vez não apanhei velocidade suficiente com medo, mas à segunda decidi arriscar. A pista não era a direito... as pernas começaram a tremer e lá fui eu... Ainda consegui fazer a coisa de modo a cair nas neve fofinha fora da pista, mas fiquei enterrada como se tivesse ido de mergulho para lá. Levantei a cabeça e limpei a neve dos oculos. A seguir cuspi os quilos que tinha na boca. De barriga para baixo e a rir-me que não conseguia parar, dei-me conta que um dos skis não estava encaixado. Para os que não sabem, é suposto os esquis saltarem do encaixe quando se cai e eu andava preocupada que isso não andava a acontecer e que devia mudar os parametros aos meus (tem a ver com o peso da pessoa). Sendo assim pensei "boa, o esqui saltou, senão tinha-me partido toda". Lá consegui erguer o tronco e olho para o ski... e vejo a bota encaixada... "What???". Foi a primeira vez que alguém deve ter conseguido tirar uma bota de ski só por cair. Na verdade desmontei a bota e metade ficou agarrada ao pé. Contei a história a muita gente e deixei os maiores esquiadores de boca aberta! É... eu não disse que o meu estilo a esquiar é unico? Se calhar devia escrever um livro...
Descalça no meio da pista a tentar montar uma bota... também nunca ninguém tinha visto...

Kirchberg - ski

No primeiro dia quase desisti ainda antes de pôr os skis nos pés, mas pensei que eu jamais desisto e lá comecei. Acabei por me surpreender a mim própria, pois a coisa estava bem melhor que no primeiro ano. Passei o primeiro ano todo na pista 18, própria para crianças (muito pequenas). Este ano ao faze-la a primeira vez pensei "que seca, mas como é que eu passei uma semana sempre aqui?". Assim, experimentei todas as pistas azuis (mais que muitas), partes de pista vermelha e ainda fui offpiste por um bocado! O dia em que houve uma tempestade de neve foi o melhor. Quase não se via o caminho, a neve batia-me nos oculos, mas a sensação de estar no meio da montanha, apenas rodeada de branco foi única. Além disso foi a primeira vez que esquiei para o hotel e não tive que apanhar autocarro. A rede de pistas estende-se por várias montanhas e permite-nos andar de vila em vila. Bom demais.
A esta hora estão voces a pensar que eu sou pró nisto e tal... pois... lamento desaponta-los mas estou longe disso. Parece que desenvolvi o meu próprio estilo de ski. O meus companheiros de ski não se queixaram, mas disseram-me que me conheciam ao longe não pela cor das roupas mas pela maneira de deslizar pela montanha abaixo. Às vezes nem chegava a ser ski, era mais a escorregar. Prometi a mim mesma que da próxima vez vou aprender a esquiar à seria e como gente grande. Como diz o J. "se mexes tão bem as ancas para dançar, porque é que não fazes o mesmo a esquiar?". Boa pergunta... No último dia, já sem forças e cheia de nódoas negras, acabamos na neve a fazer uma guerra de bolas de neve. Muitos engraçado se os meus dois companheiros de esqui não estivessem virados contra mim. Safei-me quando um deles pegou na minha camera e ficou a tirar fotos. Batalha dura!!!
As mazelas foram várias mas nunca graves. Torci o pescoço e durante dois dias só olhei para a frente que nem os burros. As botas de ski magoaram-me e o dedo do pé já nem tinha cor., ao contrário da unha que se tornou negra. Hoje apenas me restam algumas nódoas negras. e a certeza de que cada uma delas valeu absolutamente a pena. Para o ano há mais!

Kirchberg - a conferência

Roomates
Passei as primeiras 2 noites sozinha. A minha companheira de quarto nunca apareceu. Na 3ª noite a Indhira, do grupo do Brasil juntou-se a mim. Sim, estava tão excitada ao ver neve a primera vez que se embebedou e às 3h, quando eu finalmente tinha conseguido dormir saltou para cima de mim a gritar "we rule the spectrometer"! Pois sim...
Conferências e posters
Com a boss simpática este ano, foi uma paz. Fui às palestras que quis, escapei as que não quis e fiz a minha vidinha descansada. O meu poster foi um sucesso e discuti-o por mais de 3h. O meu novo pico de Raman despertou a atenção a muitos e fiquei feliz da vida! E como me disseram "você é uma Ramanista agora"!!!

Kirchberg 09


Foi há mais de uma semana e ainda suspiro a pensar nas horas que passei naquele hotel. Foi tudo igual e tudo diferente do primeiro ano que lá fui. Explicando melhor... o que foi bom há dois anos atrás, foi ainda melhor desta vez e o que foi mau, foi bom também este ano. Sendo assim... melhor seria quase impossível. Tive insónias horríveis e nas primeiras noites quase não dormi. A coisa resolveu-se no bar. Continuei a dormir poucas horas, mas em vez de passar outras tantas a rebolar na cama passei-as no bar a ter interessantes discussões cientificas... ou não! Acabava por me deitar tão cansada que adormecia logo. A seguir deixo os factos mais marcantes desta semana... vou tentar pôr menos de 100.
Vista da janela do meu quarto
Kirchberg - a vila/aldeia

terça-feira, 17 de março de 2009

A palavra do dia é...

... não se pode escrever aqui...

Sim, passei uma fantástica semana em Kirchberg e darei detalhes assim que tiver mais tempo...
Agora só vim aqui dizer que hoje parti uma pequena peça que afinal custa 8000 dolares. Sim, se quiserem chatear a boss a sério façam o mesmo...

terça-feira, 3 de março de 2009

A little bit of...

... rest!
Metade da tese está pronta para entregar amanhã. O poster feito para mostrar amanhã. A mala já vai a meio para a fantástica semana que me espera. São 21.40 e não tenho nada para fazer pela primeira vez em... não me lembro... semanas... meses... Bem, ter até tenho. Mas não é urgente e pode ficar para amanhã. Assim, vou estender-me na minha cama, ouvir musica, ler o meu 1808 (by the way aconselho... é um livro fantástico!) e mais nada...
Amanhã é outro dia...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Festival da canção

Está a passar em directo na RTP online e eu pergunto-me...
É com esta m**** de canções que querem ganhar cá fora? Acordem para vida...
Não consigo ver mais sequer... Incomoda os ouvidos!

Será o final do inverno?

Nunca pensei dizer isto... mas hoje estavam uns amenos 4 ºC!!! Já estou tão farta de neve e frio e chuva e vento, que 4 ºC e sol souberam a primavera!!! Claro que ainda falta muito até as temperaturas amenas chegarem aqui, mas ainda assim soube-me a fim de inverno... espero que seja mesmo!

Sim senhor professor

Na discussão de PhD da minha colega, os grandes professores desta universidade deram-se conta que não me conheciam. Isso poderia vir a dificultar as coisas na votação do meu próprio doutoramento. Cá não há notas a este nível, mas todos os professores têm de votar contra ou a favor. Assim, para me conhecerem a mim e ao meu trabalho convidaram-me a fazer uma apresentação para eles. No mesmo barco entrou a italiana, já que estava na mesma situação. Só saberíamos da data dias antes, pelo que deveriamos estar preparadas a qualquer momento. Soubemos com 2 semanas de antecedência a data. A italiana stressou cada dia até chegar o derradeiro momento. Uma semana antes o discurso dela já estava que nem peça de teatro. Eu, por andar demasiado ocupada mal tive tempo. No entanto, algo também me dizia para não me preocupar muito. 20 professores, que não percebem nada da minha área pois é uma área recente. 20 professores que mal falam inglês (e da maneira como eu falo rápido....).
A boss andava toda excitada, a italiana já ninguém lhe aturava o mau feitio e eu indiferente. Havia qualquer coisa que não me deixava sequer stressar.
E chegou o dia... a hora... entrei na sala e pronto... típico polaco... dos 20 professores estavam presentes 3, tendo 2 deles saído depois de mim. O outro ficou porque era o chairman. Um terço das pessoas eram outros estudantes de doutoramento, outro terço era o meu grupo e os restantes eram cientistas seniores. As perguntas que me fizeram foram arrancadas por favor e no final o chaiman esteve a fazer perguntas em polaco à boss... ou seja... até o chaiman teve medo de falar inglês!
Pronto e foi assim... foi assim que não me arrependi de ter gasto pouco tempo a preparar-me... ter-me-ia arrependido se tivesse gasto mais! Mas acho que valeu a pena. Nunca tinha dado um seminário e foi interessante.