terça-feira, 6 de março de 2007

Curiosidades V

Pronto... prometo que é a última, pelo menos por hoje, mas também a melhor... para mim!

Neste momento na minha gaveta encontram-se:

1- Bilhete para Kirchberg (Sábado)
2- Bilhete para Lisboa (Abril)
3- Bilhete para Praga (Maio)
4- Bilhete para Lisboa (Agosto)

Era só para meter inveja! É que ainda falta para Dresden e Londres (antes do verão) e Cracóvia (depois do verão)…

Já sei já sei… cala-te antes que ainda leves!

Curiosidades IV

E digam lá que o meu gabinete não é um luxo? Um dos melhores da universidade! Pelo menos não tem as paredes a cair de podre (como o da Ewa) nem estão lá enfiadas 10 pessoas (como o da Ala).

Curiosidades III

Em todos os gabinetes, laboratórios, salas, etc, etc, etc existe uma mesa de comezaina. A cafeteira eléctrica não falha em nenhuma, nem os respectivos pacotes de chá, canecas, colheres, pratos… estão a ver… e aqui sim, há sempre um lavatório ou mesmo lava-loiças. A foto foi tirada no meu gabinete.

Curiosidades II

Nas casas de banho privadas por vezes não há lavatório… porquê não me atrevi a perguntar. Também é só algumas (a minha tem!). As pessoas podem sempre lavar as mãos no lava-loiças ou pura e simplesmente não lavar (sim, infelizmente já presenciei o caso várias vezes).

Curiosidades I

Nas casas de banho de banho públicas podemos encontrar as palavras Homens e Mulheres mas também símbolos como:
Esquerda para os homens e direita para as mulheres. No mínimo sugestivos! Só descobri isto um mês depois de cá estar o que quer dizer que andei a usar a casa de banho certa perto do meu gabinete, por pura sorte… é que eu achava que era comum!!!

domingo, 4 de março de 2007


Não… não estou na Áustria… o branco que vêm atrás de mim é a parede do meu quarto e não a neve (só para o caso de surgirem dúvidas)! Foi só para experimentar o equipamento todo… digam lá… até pareço um atleta de alta competição.

Caminhada...

… e que caminhada! Às vezes pergunto-me… mas porque é que eu sou assim?

Queria comprar uns sapatos leves para levar para o congresso que segundo me consta se passa dentro do hotel onde está calor. Eu até ia de chinelinho, mas acho que não me iam deixar! Bem… a Ewa explicou-me que a 3 paragens de eléctrico da minha casa ou a 25 minutos a pé havia um outro centro comercial com uma loja enorme de sapatos. Disse-me que era também perto do “Castorama” (loja de moveis) e para perguntar a alguém qual o caminho (a conversa foi pela net). Ora… perguntar a alguém… mas eu já fui duas vezes com ela ao Castorama sei perfeitamente onde é!

Às 10:30 da manha saí de casa… realmente em menos de 20min. cheguei à loja de moveis não vi foi centro comercial nenhum. A seguir vejo uma placa a dizer para virar á direita. Continuei por uma rua larga e comprida que nunca mais acabava. Decidi perguntar a um senhor… tive sorte pois o senhor falava inglês… explicou-me que isso ainda ficava a 2km (já tinha andado 4) e ensinou-me o caminho. Por curiosidade disse-lhe “mas o castorama é ali”, “pois menina, mas aquele é outro”. Pronto percebi logo o meu erro, mas já estava a mais de meio decidir continuar.

Andei… andei… andei… e nada… passei igrejas, várias aldeias… sempre a pé. No caminho ia perguntando o caminho ás pessoas… Como sei perguntar em polaco toda a gente achava que eu falava e desatavam a explicar tudo em polaco… a certa altura desistir de dizer que não entendia, dizia “tak” a tudo e lá percebia o essencial (ainda bem que a minha ultima aula de polaco foi “prosto” – a direito, “lewo” – esquerda e “prawo” – direita). Cheguei a um ponto em já só havia meia dúzia de casas e o resto eram fábricas abandonadas… não via um carro, uma pessoa, nada!

“Estou aqui estou na Alemanha”

Pensei várias vezes em voltar para trás, mas a palavra desistir ainda não faz parte do meu dicionário e pensava “devo estar cada vez mais perto, não saio daqui sem encontrar o raio do centro comercial”. Por outro lado tinha a sensação que já estava a andar em direcção ao centro outra vez. Sim, a Ewa não me enganava e não me tinham mandado dar aquela volta toda.

Até que por fim… 3 horas depois de ter saído de casa e sem nunca ter parado… sim 3 horas… encontrei o dito cujo STER! Parecia uma visão ao fim daquele tempo todo. Claro que depois disto tudo fui á loja de sapatos, trouxe os que me serviam (em sapatos tem que ser 35 e aqui há pouco disso), sentei-me a almoçar e só queria voltar para casa.

O centro comercial tinha um mapa que indicava a direcção do centro da cidade. E pronto… andei 200m, encontrei a paragem do eléctrico… 3 paragens depois estava em casa! Simples não é?

Em casa peguei no mapa e assombrei-me com a volta que dei… andei cerca de 20km?!?!?!?!?!

sábado, 3 de março de 2007

E foi há 6 anos...

Faz hoje precisamente 6 anos que dancei a valsa no salão do meu liceu... sim... faz hoje seis anos que foi o meu baile de finalistas! Seis anos... aquela fabulosa noite em que parti o salto do sapato a dançar com um idiota qualquer... aquela noite em que rasguei ainda mais a racha do vestido... aquela noite em que chovia a potes... aquela noite que já com uns sapatos emprestados um numero acima do meu tamanho, deixei um para trás na passadeira vermelha qual Cinderela, enquanto corria para fugir à chuva... aquela noite em que mais a Nikas entramos no carro errado onde estava um casalinho aos amassos... aquela noite... foi há seis anos!!!

Um beijo enorme a todos aqueles que partilharam essa noite comigo.

Visita ao Castelo dos Duques da Pomerânia

Quando se fala em castelo imaginamos paredes grossas de pedra, escadas irregulares, muralhas, ameias e todo aquele ambiente que nos transporta para outras épocas. Esqueçam tudo isso… aqui o castelo é simplesmente mais um edifício de paredes brancas, janelas com grades e interiores bem arranjados. No interior do castelo existe um claustro com um palco com bancos em frente onde no verão se fazem espectáculos de ópera ao ar livre. Mesmo no interior encontramos a ópera propriamente dita onde se realizam espectáculos todos os fim de semanas. Nunca assisti a nenhum e tenho ideia que não fazem o meu género, mas um dia vou ver um para experimentar. Como são em polaco vou esperar mais uns meses para depois poder entender qualquer coisa. Dentro do castelo também podemos encontrar um restaurante, o museu e duas galerias com exposições de fotografia, pintura, entre outros. Azar o meu, as galerias estavam fechadas para obras, mas também ainda tenho muito tempo para visitar as exposições vindouras… a não ser claro, que as obras sejam tão rápidas como em Portugal.

Tenho a dizer que ser turista em Szczecin (de uma vez por todas aprendam lá a escrever o nome desta bela cidade… vá, caneta e papel e ‘tá tudo a treinar) não é nada fácil. Nas ruas inglês é mentira, mas pelo menos no museu eu esperava que falassem. Sem saber bem onde ia, dei com o largo central (ópera ao ar livre) e vi que tinha varias portas. Logicamente escolhi a que dizia museu, já que também era a única que tinha palavras que eu entendia. E eis que começa o concurso:

Porta n.º 1 - Só vi uma senhora e perguntei se falava inglês. Não falava e desatou a falar numa língua muito estranha, que não era polaco, porque essa já eu conheço á légua. A certa altura percebi que era alemão! Mas se perguntei se falava inglês porque é que ela achou que eu ia entender alemão? Obvio que não percebi patavina e ela lá me apontou o dedo para outra porta.

Porta n.º 2 - Encontrei a bilheteira e percebi tudo… ou não! Era uma senhora idosa que também não falava inglês e que também falou para mim alemão. Eh pá… eu sei que estamos perto da Alemanha e que a maior parte dos turistas devem ser alemães mas SE eu falasse alemão tinha perguntado isso e não se falavam inglês. Bem… mas eu só queria um bilhete para ver o museu! Nada a mulher manda-me seguir um homenzinho que chegou à rua e me apontou outra porta.

Porta n.º 3 – Senhora idosa a ver televisão a preto e branco (aquela sim ainda deve ser do tempo dos reis). Já com a certeza da resposta perguntei a medo se falava inglês! Obvio que não… mas adivinhem… apontou o dedo para outra porta.

Porta n.º 4 – Informações… cheguei ao balcão de informações. Encontrei alguém que falava inglês e que me explicou tudinho. Deu-me uns folhetos sobre a história do castelo e da cidade (já tinha um mas diferente e informação nunca é demais). Explicou-me que só se podem comprar bilhetes ali e na bilheteira mas que a senhora não deve ter entendido o que eu queria. Muito gentil pediu também desculpa pela confusão. Mais informada lá fui finalmente ver o museu. Nada de especial… caqueiros (como diz a minha avó) velhos, pedras, uma sala com uma exposição de fotografia (esta gostei… da sala e da exposição), mas o que mais me deu mais gozo foi ver os sarcófagos dos Duques de Pomerânia. Nada de especial também, mas achei-os tão simples que me impressionaram… nada como alguns reis cobertos de ouro… muito simples de pedra trabalhada com umas inscrições em polaco (não tenho a certeza mas pareceu-me). Ah… note-se que todas as peças tinham um quadro a explicar a história… em polaco e alemão, por isso fiquei a nadar. Se calhar se entendesse tinha gostado mais.

A minha intenção era também ir ao parque perto da piscina que ainda só conheço de passagem mas o dia estava tão cinzento e as fotos não estavam a ficar grande coisa e vim embora. Fica para a próxima.

Outra coisa que adoro nesta cidade é o cheiro a chocolate que há no ar… ainda não descobri de onde vem, mas no dia em que descobrir saio de lá que nem uma bola.

Uma coisa posso garantir aos meus futuros visitantes… Szczecin desperta-nos absolutamente os cinco sentidos, mas não é cidade para se ver num dia… e numa semana é apertado! Mesmo com uma guia fabulosa como eu! Tive a bela ideia de fazer uma foto reportagem da cidade ao longo destes 3 anos. Vou tirando fotos em várias alturas do ano e depois faço uma coisa gira… que acham?

quinta-feira, 1 de março de 2007

Mais conhecimentos

Neste post quero chamar a atenção do pessoal do meu antigo laboratório! É que hoje conheci um chinês, que foi dar uma conferência, e como sei que vão receber um se calhar posso dar umas dicas:

1- Se o querem impressionar, falem mal dos japoneses. Os primeiros 10 minutos que o conheci, quando o senhor foi ao meu gabinete, passou-os a falar mal da mentalidade dos japoneses.

2- Tinha uma cara engraçadíssima e parecia felicíssimo de estar ali, pelo menos estava sempre a rir. Era extremamente simpático e falador… sim… muito mais que eu!

3- Pelo que percebi eles são muito pressionados para mostrarem trabalho. Na apresentação dele mostrou o que tinha feito desde 1982 incluindo a quantidade de artigos e livros publicados, e o número não impressiona ninguém. Alguém me disse que a educação deles é mesmo assim.

4- Aconselhou os polacos a irem para a China porque nunca se iriam sentir sozinhos, já que 30% dos estudantes são europeus.

5- Também disse que lhes iria fazer bem pois podiam praticar o inglês. Bem… nesta parte tenho as minhas dúvidas, é que não era fácil entender o senhor. Sabiam que os chineses têm a língua mais curta o que lhes dificulta a tarefa de pronunciar alguns sons? Pois e este era um bom exemplo disso.

Neste momento já há pessoas a pensar… olha para esta parva, conheceu um chinês e parece que já conhece a China toda. Pois realmente foi só um, mas era esta a ideia que eu tinha dos chineses e não me enganei. Se for como este não vai haver problema de certeza.